Ao que tudo indica,Ana era esteril,mas mesmo assim Maria nasceu,da mesma for-
ma como se dera com João Batista,filho de Zacarias e Isabel,igualmente esté-
ries pela avançada idade,descrito no evangelho canônico de Lucas(Lc 1:41 a
43).Seria um milagre da divina providência,ou,como dizem os escritos,de fato
um "anjo" apareceu,operou em tais personagens e proporcionou-lhes a fecundi-
dade/ Segundo posições religiosas,isto não deve ser discutido,pois a Deus
tudo é possível. Entretanto,a ciência não vê osfatos desta forma e a menos
que questionemos a veracidade dos vários Evangelhos,inclusive os canônicos,
devemos seguir em frente. Assim sendo,se tomarmos como premissa que um ser
peculiar como Jesus deveria possuir características genéticas especialíssi-
mas para se tornar um homem-deus,devemos considerar também que não só seu
Pai Celestial,mas também sua mãe terrena,deveriam ser igualmente exclusivos.
Mas,do ponto de vista material,o que efetivamente isto significa? Hoje veri-
ficamos em publicações médicas a possibilidade de operações cirúrgicas que
utilizam computadores ligados às câmeras,bisturis a laser e cauterizadores
de alta tecnologia e precisão. São comuns procedimentos como fecundação ar-
tificial in vitro,neurocirurgias,cataterismos etc. Algumas destas operações
são,inclusive,executadas por médicos que estão a milhares de quilômetros do
paciente,através de câmeras e videoconferência via satélite.Assim,é possí-
vel controlar os movimentos cirúrgicos dos aparelhos executores,enquanto
que, no local da operação,estão presente apenas alguns médicos assistentes
e enfermeiros,além do paciente anestesiado.
Entretanto,tudo isso seria fruto de uma imaginação alucinada de autores de
ficção científica,se transposto para a época do nascimento de Maria,João
Batista e Jesus. A não ser que consideremos a possibilidade de que a Terra
seja visitada por seres de outros orbes celestes há milênios,como afirmam
os ufólogos.
Nosso planeta conta hoje,segundo dados da Organização das Nações Unidas(ONU),com cerca de 6,8 bilhões de habitantes. Destes somente 2 bilhões são cristãos,ou seja,creem na figura de jesus Cristo!
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Jesus Cristo, um extraterrestre?
Será que Erich Von Dãniken está certo sobre as possibilidades dos antigos
deuses,propalados nas mais variadas religiões através das Escrituras,serem
na verdade astronautas.Segundo Corrado Balducci,amigo do papa João Paulo II,
ambos já falecidos,diz que "a Bíblia não se refere diretamente aos extrater-
restres,mas também não os exclui. a realidade dos UFOs é muito provável no
infinito mistério da criação". Porém,se para o religioso,já falecido,não ha-
via indícios claros da presença de ETs na Bíblia,ele também fazia questão de
complementar que "a filosofia explicará a origem destes homens do mesmo modo
que elucidou a nossa,recorrendo ao argumento da causalidade que postula o
criador. E a teologia nos convidará a glorificar a grandeza,a bondade e a pro-
digalidade infinita de Deus".
Funes,ao levantar dúvidas sobre provas deixadas por extraterrestres tanto
nas Escrituras como nas pesquisas astronômica recente - mas ele levanta,ao
mesmo tempo,a possibilidade de vida inteligente no universo. Conforme suas
declarações ao jornal L'Osservatore Romano,impresso pelo próprio Vaticano,
"pode haver seres semelhantes a nós ou até mais evoluídos em outros planetas
ainda que não haja provas da existência deles". Mesmo tentando manter seu lado científico separado do religioso - ele é Ph.D em astrofísica -,Funes ainda procura uma correlação entre um e outro,como se previsse alguma revelação religiosa à frente,ao questionar,no mesmo fornal,"por que não podemos falar de nossos irmãos extraterrestres? Eles devem existir e fazer parte da criação divina?
Parece que o que os teólogos enxergam nas atividades,fatos,acontecimentos e
poderes incomuns observados nos protagonistas do Antigo e do Novo Testamen-
tos deve-se pura e simplesmente ser atribuído a Deus e a seus anjos,arcan-
jos,querubins e serafins,assim como o relacionamento destas falanges "mais
próximas de nós",digamos,com humanos escolhidos daquelas longínquas épocas
bíblicas.
Para os ufólogos,o centro do debate está exatamente aí:quem é Deus e quem
eram estes "auxiliares"que tanto influenciaram os protagonistas das Escritu-
ras. Considerando-se que nela mesmo,em Genesis,os evangelistas se referam a
Deus em hebraico,por meio da palavra elohim - que significa deuses,no plu-
ral,e não Eloah,no singular,como seria o correto -,podemos ter uma ideia da
variedade de líderes e suas falanges celestes que nos visitaram no passado.
Entre os ufólogos,alguns religiosos mais liberais e também em reservados
circulos científicos e militares,não é novidade nenhuma que tanto a Bíblia e seus apócrifos quanto os livros sagrados de outras crenças nos lembram nitidamente como as histórias religiosas estão repletas de relatos sobre seres estranhos e suas máquinas voadoras. A título de exemplo temos o Mabarata,do Hinduismo,em que os UFs são muito bem identificados como vima-nas,o Corão ou Alcorão,do Islamismo,que descreve como o profeta Maomé fazia suas viagens celestes guiado pelo arcanjo Gabriel. Os feitos de tais seres e suas naves,narrados nestas obras,sao indícios incontestáveis da presença de outras espécies cósmicas em nosso planeta,demonstrando tecnologia muito superior à nossa e uma origem que,dentro de nossos conhecimentos históri-cos,não tem explicação. Ou seja,a não ser que toda nossa história,inclusive a religiosa,tenha que ser reescrita com radical mudança de fatos,a origem de tais seres não pode ser outra senão alienígena.
O ufólogo J.J.Benítez,em sua obra Os Astronautas de Yaveh, editora Mercuyo,
1980.Ele chama diversas vezes a atenção do leitos quanto à constante presen-
ça de anjos na Terra e seus feitos,e sobre os talentos dos protagnistas do
Antigo e do Novo Testamentos,que são ainda mais surpreendentes nos apócri-
fos. Conclusivamente,assim como Fernando Cleto Nunes Pereira,Benítez e outros ufólogos afirmam que só um plano bem eleborado por criaturas tecnológicas e espiritualmente superiores estaria por trás dos aconteci-mentos relatados nas Escrituras.
A Bíblia está repleta de fatos que comprovam a presença de seres alienígena
em nosso Planeta.O primeiro versículo do relato atribuído a Enoque refere-se
nitidamente à aparição de dois seres de enorme estatura,que realmente deve-
riam ser muito estranhos,tal foi o terror demonstrado pelo contatado ao no-
tar suas incomuns características físicas. Ante seu espanto,os seres lhe in-
formaram que dentro em pouco ele "subiria aos céus",que,pelo tempo que de-
veria permanecer fora da Terra,teria que passar instr~uções à sua família
sobre o que fazer durante sua ausência. Literalmente,Enoque teria sido abdu-
zido por dois seres bem diferentes dos humanos,que,conforme se descrição,ti-
nham faces resplandecentes,olhos como chama e uma voz que ecoava como um
canto. Eles possuíam também algum tipo de instrumento nas costas,identifi-cadopor Enoque como "asas mais brilhantes que o ouro e as mãos mais brancas do que a neve".
A jornada do abduzido deveria ser longa e durar muitos anos para quem esti-
vesse na Terra,uma vez que, assim como vários lugares,ou céus, foram descri-
tas algumas estrelas além do Sol. De acordo com a Teoria da Relatividade de Einstein,para uma pessoa que viagje grandes distâncias a velocidades muito altas,o tempo passará mais vagarosamente em relação à outra que permanece em
repouso. No caso,quem permaneceria em repouso seria a família,e por isso as
instruções dadas pelo patriarca,durante um tempo que,para Enoque,em movimen-
to,seria muito menor que o da família,em repouso. A jornada para Enoque deve
ter durado no mínimo 30 dias,tempo em escreveu seus 366 livros,de acordo com
o que coloca o 23º capítulo do apócrifo,e mais o período de "observação dos
céus",que ele também descreve. Segundo o capítulo 05,versículos 21 a 24,do
livro bíblico de Gênesis,Enoque gerou Matusalém aos 65 anos e gerou outros filhos e filhas antes da viagem. Retornou,repassou tudo o que vira em mais 30dias na Terra e partiu novamente aos céus,vivendo ao todo 365 anos ter-
restres. No entanto,no apócrifo,Enoque afirma que foram165 anos de vida antes do nascimento de Matusalém,e não 65.
Na menor das hipóteses,teria a viagem de Enoque durado mais ou menos 100
anos terrestres e na maior 200,entre ida e volta. Como curiosidade astrõnô-
mica,é importante ressaltar que no intervalo de espaço compreendido entre 4
e 100anos-luz já foram identificados centenas de estrelas até 50anos-luz,
são sérias candidatas a abrigar planetas similares à Terra.
O terceiro capítulo do Livro de Enoque mostra claramente que ele foi levado
a um lugar acima do solo terrestre,ao qual se refere como "primeiro céu",
através das asas dos anjos,e depois elevado "as nuvens". Isso nos parece
com um verdadeiro traslado antigravitacional,causado provavelmente por algu-
ma força que provinha do que estava nas costas dos dois seres,suas asas,le-
vando-o do chão ao que poderia ser uma nave espacial. Esta,por sua vez,içou
voo em direção ao espaço,a exemplo do que ocorreu a Elias,narrado na Bíblia
em II Reis,capítulo 2,versículo 11. Este outro importante personagem bíblico
também foi abduzido por uma "carruagem de fogo" aos céus.
Durante o voo de Enoque,ele tem acima a visão do espaço sideral,e no hori-
zonte e abaixo os seres mostram o que mais lhe parece com um grande mar, "maior que o mar da Terra".Neste momento deve ter tido a mesma impres-
são de Yuri Gagarin,em 1961,quando deu a primeira volta ao redor do planeta,
na nave Vostok 1. Foi quando exclamou a frase "A Terra é azul". Para Enoque
pode ser que o grande horizonte azul do planeta,quando se chega às últimas
camadas da atmosfera,lhe parecera o maior dos mares. Após alguns lances de
admiração,o quarto e o quinto capitulos do livro de Enoque descrevem como
ele entrou em contato com outros seres que provavelmente ocupavam maiores
postos na hierarquia divina,segundo seu entendimento,já que foram reconhe-
cidos como "anciões e os dirigentes das ordens estelares".
Deve-se considerar que,frente aquelas novidades,o contatado poderia muito bem confundir os locais que visitava,já que sua cultura não possuia palavras
para expressar exatamente o que presenciara.O que ele entendia como céu,es-
las,planetas e cidades poderiam ser veículos que transportavam ele e aqueles
"exércitos de homens",provavelmente naves que compunham uma frota estelar,
dada a riqueza de detalhes de sua descrição.Aqui percorremos o perigoso ter-
reno das suposições,mas sabemos que sem elas a ciência não caminha.
No primeiro céu Enoque retrata aquilo que lhe pareceu neve e os anjos que
"mantêm seus terríveis depósitos",talvez pela cor branca ou claridade que de
lá emanava.Segundo descrições,seria um local onde anjos controlavam uma "te-
souraria" e de onde partiam "nuvens" para vários locais.Analisando-se essas
palavras sob o ponto de vista da tradução ao pé da letra,vamos vamos ver que tesouraria,neste caso,refere-se a um local cheio de tesouros,ou objetos
reluzentes como luzes,em ambiente de forte iluminação interna. Isto nos con-
duz a comparações bem interessantes com cabines de aviões ou torres de con-
trole de aeroportos.
Como um habitante da Antiguidade interpretaria o conjunto de luzes colori-
das,botões,alavancas,painés,gráficos luminosos,telas de radar ou de computa-
dores e toda espécie de equipamentos para navegação aérea e espacial,dentro
de uma cabine de avião ou numa sala de controle da Nasa,por exemplo? Naque-
la época,tesouraria seria uma excepcional forma de comparação.Quanto as nu-
vens dirigidas e seus terríveis depósitos? O que seriam?Certamente,nao se
tratava de vapor d'água armado.Seriam astronautas os anjos "diretores de
estrelas" que voavem em suas asas,navegavam e possuíam suas funções no céu?
Nos capítulos 11 e 12 do Livro de Enoque o viajante visita e identifica o
que nos parece ser a rota da Terra no Sistema Solar,ou pelo menos segue a
órbita de um planeta com vida,em torno de uma estrela. Acompanhdo de vários
aparelhos voadores alados,Enoque nomeia dois principais:Fênix,o mitológico
pássaro grego que era úninco,não se reproduzia e ressurgia de suas próprias
cinzas,e Chalkydri,termo que tem aqui a sua primeira citação na mitologia
cristã,mas que parece vir da união de duas palavras do sânscrito,da mitolo-
gia Hindu,chakchur e kîrti,respectivamente significando o "olho do mundo"
ou Sol e luz ou esplendor.Ambas as naves possuíam pés em formas que lembra-
vam a cauda de um leão,corpo cônico achatado e formato de cabeça de croco-
dilo,com grandes dimensões.Qualquer semelhança entre esta descrição e um
ônibus espacial como o Discovery,flutuando por meio de jatos estabilizado-
res, como várias asas laterais,sapatas de aterrisagem dotadas de sistema
propulsor,bem como na parte traseira da nave,que podem lembrar caudas de
leão,seria coincidência?
O relato de Enoque esquenta ainda mais quando,nos versículos 7,10 e 18,ele relata o que lhe parecia o inferno.Nos dois primeiros,ele apenas identifica
os seres sofredores,vigiados por anjos de pele escura,que descreve como
"impiedosos que portavam armas terríveis".Mas,no versículo 18,ele observa e
fala aos soldados chamados grigori,seres com aparência humana que "eram
maiores que os maiores gigantes",possuiam rostos sem viços e bocas que apre´
sentavam "silêncio perpétuo".
Segundo um dos seres que acompanhavam Enoque em sua jornada,os grigori,eram
parentes dos gigantes que fecundaram mulheres terrenas,conforme relato bíblico do Gênesis,dando origem a homens que impressionavam pela altura e
pelas inimizades.
Nestes versículos do Livro de Enoque percebe-se uma grande semelhança entre
os fatos do Gênesis e os relatos de mulheres abduzidas da época contempo-rânea,submetidas a processes de fecundação após o rapto,geralmente pratica-
dos por seres alfa-cinzentos,os famosos grays[cinzas]. Seriam eles os tais
"anjos escuros"? Nas abduções alienígenas,a maioria deles é descrita como
tendo até 1,5m,embora alguns cheguem a atingir grandes estaturas. Será que o
termo gregori,pronunciado naquela época para identificar estes humanoides,
tem alguma correlação com a identificação gray adotada atualmente? Tanto uns
quanto os outros,excetuando-se alguns casos,são mencionados como envolvidos
com o lado mal da história de Enoque,assim como nos atuais raptos acompanha-
dos de experiências reprodutivas. Outra semelhança é a descrição de rostos
pálidos e bocas que,no caso dos grays atuais,aparentemente não servem para
falar.
Finalizando Enoque escreeu 366 livros resumindo tudo o que lera nos chamados
"Livros do Senhor",e retornou à Terra.Mas não sem antes passar por uma ex-
periência comum em relatos de abdução. No dito décimo céu,citado no capítulo
22 de seu livro,ele identifica a face do Senhor como "ferro que arde em fogo
e que,ao sair,emite faíscas e queima". Seguindo as ordens do mesmo Senhor,
um outro anjo chamado Micael ungiu Enoque com uma substância e o vestiu com
uma roupa luminescente que o fez se assemelhar a eles,e dotou-o com uma
"pena de escrita rápida",mostrando-lhe vários livros para escolha de alguns
a serem copiados. Enoque gastou 30 dias e 30 noites para concluir sua tare-
fa.Retornou à Terra,passou tudo a seus filho em mais 30 dias e partiu nova-
mente,aos céus,agora em definitivo. Em alguns casos de abduções investigados
por psicólogos,os abduzidos atuais relatam sob hipnose,ter passado por expe-
riências semelhantes à dele,quando foram untados,submetidos a intervenções
médicas e, em certos casos,recebendo informações sobre a vida na Terra e em
outros planetas através de instrumentos de comunicação.(Compilado da revista
brasileira de ufologia,por Fernando A. Ramalho)
deuses,propalados nas mais variadas religiões através das Escrituras,serem
na verdade astronautas.Segundo Corrado Balducci,amigo do papa João Paulo II,
ambos já falecidos,diz que "a Bíblia não se refere diretamente aos extrater-
restres,mas também não os exclui. a realidade dos UFOs é muito provável no
infinito mistério da criação". Porém,se para o religioso,já falecido,não ha-
via indícios claros da presença de ETs na Bíblia,ele também fazia questão de
complementar que "a filosofia explicará a origem destes homens do mesmo modo
que elucidou a nossa,recorrendo ao argumento da causalidade que postula o
criador. E a teologia nos convidará a glorificar a grandeza,a bondade e a pro-
digalidade infinita de Deus".
Funes,ao levantar dúvidas sobre provas deixadas por extraterrestres tanto
nas Escrituras como nas pesquisas astronômica recente - mas ele levanta,ao
mesmo tempo,a possibilidade de vida inteligente no universo. Conforme suas
declarações ao jornal L'Osservatore Romano,impresso pelo próprio Vaticano,
"pode haver seres semelhantes a nós ou até mais evoluídos em outros planetas
ainda que não haja provas da existência deles". Mesmo tentando manter seu lado científico separado do religioso - ele é Ph.D em astrofísica -,Funes ainda procura uma correlação entre um e outro,como se previsse alguma revelação religiosa à frente,ao questionar,no mesmo fornal,"por que não podemos falar de nossos irmãos extraterrestres? Eles devem existir e fazer parte da criação divina?
Parece que o que os teólogos enxergam nas atividades,fatos,acontecimentos e
poderes incomuns observados nos protagonistas do Antigo e do Novo Testamen-
tos deve-se pura e simplesmente ser atribuído a Deus e a seus anjos,arcan-
jos,querubins e serafins,assim como o relacionamento destas falanges "mais
próximas de nós",digamos,com humanos escolhidos daquelas longínquas épocas
bíblicas.
Para os ufólogos,o centro do debate está exatamente aí:quem é Deus e quem
eram estes "auxiliares"que tanto influenciaram os protagonistas das Escritu-
ras. Considerando-se que nela mesmo,em Genesis,os evangelistas se referam a
Deus em hebraico,por meio da palavra elohim - que significa deuses,no plu-
ral,e não Eloah,no singular,como seria o correto -,podemos ter uma ideia da
variedade de líderes e suas falanges celestes que nos visitaram no passado.
Entre os ufólogos,alguns religiosos mais liberais e também em reservados
circulos científicos e militares,não é novidade nenhuma que tanto a Bíblia e seus apócrifos quanto os livros sagrados de outras crenças nos lembram nitidamente como as histórias religiosas estão repletas de relatos sobre seres estranhos e suas máquinas voadoras. A título de exemplo temos o Mabarata,do Hinduismo,em que os UFs são muito bem identificados como vima-nas,o Corão ou Alcorão,do Islamismo,que descreve como o profeta Maomé fazia suas viagens celestes guiado pelo arcanjo Gabriel. Os feitos de tais seres e suas naves,narrados nestas obras,sao indícios incontestáveis da presença de outras espécies cósmicas em nosso planeta,demonstrando tecnologia muito superior à nossa e uma origem que,dentro de nossos conhecimentos históri-cos,não tem explicação. Ou seja,a não ser que toda nossa história,inclusive a religiosa,tenha que ser reescrita com radical mudança de fatos,a origem de tais seres não pode ser outra senão alienígena.
O ufólogo J.J.Benítez,em sua obra Os Astronautas de Yaveh, editora Mercuyo,
1980.Ele chama diversas vezes a atenção do leitos quanto à constante presen-
ça de anjos na Terra e seus feitos,e sobre os talentos dos protagnistas do
Antigo e do Novo Testamentos,que são ainda mais surpreendentes nos apócri-
fos. Conclusivamente,assim como Fernando Cleto Nunes Pereira,Benítez e outros ufólogos afirmam que só um plano bem eleborado por criaturas tecnológicas e espiritualmente superiores estaria por trás dos aconteci-mentos relatados nas Escrituras.
A Bíblia está repleta de fatos que comprovam a presença de seres alienígena
em nosso Planeta.O primeiro versículo do relato atribuído a Enoque refere-se
nitidamente à aparição de dois seres de enorme estatura,que realmente deve-
riam ser muito estranhos,tal foi o terror demonstrado pelo contatado ao no-
tar suas incomuns características físicas. Ante seu espanto,os seres lhe in-
formaram que dentro em pouco ele "subiria aos céus",que,pelo tempo que de-
veria permanecer fora da Terra,teria que passar instr~uções à sua família
sobre o que fazer durante sua ausência. Literalmente,Enoque teria sido abdu-
zido por dois seres bem diferentes dos humanos,que,conforme se descrição,ti-
nham faces resplandecentes,olhos como chama e uma voz que ecoava como um
canto. Eles possuíam também algum tipo de instrumento nas costas,identifi-cadopor Enoque como "asas mais brilhantes que o ouro e as mãos mais brancas do que a neve".
A jornada do abduzido deveria ser longa e durar muitos anos para quem esti-
vesse na Terra,uma vez que, assim como vários lugares,ou céus, foram descri-
tas algumas estrelas além do Sol. De acordo com a Teoria da Relatividade de Einstein,para uma pessoa que viagje grandes distâncias a velocidades muito altas,o tempo passará mais vagarosamente em relação à outra que permanece em
repouso. No caso,quem permaneceria em repouso seria a família,e por isso as
instruções dadas pelo patriarca,durante um tempo que,para Enoque,em movimen-
to,seria muito menor que o da família,em repouso. A jornada para Enoque deve
ter durado no mínimo 30 dias,tempo em escreveu seus 366 livros,de acordo com
o que coloca o 23º capítulo do apócrifo,e mais o período de "observação dos
céus",que ele também descreve. Segundo o capítulo 05,versículos 21 a 24,do
livro bíblico de Gênesis,Enoque gerou Matusalém aos 65 anos e gerou outros filhos e filhas antes da viagem. Retornou,repassou tudo o que vira em mais 30dias na Terra e partiu novamente aos céus,vivendo ao todo 365 anos ter-
restres. No entanto,no apócrifo,Enoque afirma que foram165 anos de vida antes do nascimento de Matusalém,e não 65.
Na menor das hipóteses,teria a viagem de Enoque durado mais ou menos 100
anos terrestres e na maior 200,entre ida e volta. Como curiosidade astrõnô-
mica,é importante ressaltar que no intervalo de espaço compreendido entre 4
e 100anos-luz já foram identificados centenas de estrelas até 50anos-luz,
são sérias candidatas a abrigar planetas similares à Terra.
O terceiro capítulo do Livro de Enoque mostra claramente que ele foi levado
a um lugar acima do solo terrestre,ao qual se refere como "primeiro céu",
através das asas dos anjos,e depois elevado "as nuvens". Isso nos parece
com um verdadeiro traslado antigravitacional,causado provavelmente por algu-
ma força que provinha do que estava nas costas dos dois seres,suas asas,le-
vando-o do chão ao que poderia ser uma nave espacial. Esta,por sua vez,içou
voo em direção ao espaço,a exemplo do que ocorreu a Elias,narrado na Bíblia
em II Reis,capítulo 2,versículo 11. Este outro importante personagem bíblico
também foi abduzido por uma "carruagem de fogo" aos céus.
Durante o voo de Enoque,ele tem acima a visão do espaço sideral,e no hori-
zonte e abaixo os seres mostram o que mais lhe parece com um grande mar, "maior que o mar da Terra".Neste momento deve ter tido a mesma impres-
são de Yuri Gagarin,em 1961,quando deu a primeira volta ao redor do planeta,
na nave Vostok 1. Foi quando exclamou a frase "A Terra é azul". Para Enoque
pode ser que o grande horizonte azul do planeta,quando se chega às últimas
camadas da atmosfera,lhe parecera o maior dos mares. Após alguns lances de
admiração,o quarto e o quinto capitulos do livro de Enoque descrevem como
ele entrou em contato com outros seres que provavelmente ocupavam maiores
postos na hierarquia divina,segundo seu entendimento,já que foram reconhe-
cidos como "anciões e os dirigentes das ordens estelares".
Deve-se considerar que,frente aquelas novidades,o contatado poderia muito bem confundir os locais que visitava,já que sua cultura não possuia palavras
para expressar exatamente o que presenciara.O que ele entendia como céu,es-
las,planetas e cidades poderiam ser veículos que transportavam ele e aqueles
"exércitos de homens",provavelmente naves que compunham uma frota estelar,
dada a riqueza de detalhes de sua descrição.Aqui percorremos o perigoso ter-
reno das suposições,mas sabemos que sem elas a ciência não caminha.
No primeiro céu Enoque retrata aquilo que lhe pareceu neve e os anjos que
"mantêm seus terríveis depósitos",talvez pela cor branca ou claridade que de
lá emanava.Segundo descrições,seria um local onde anjos controlavam uma "te-
souraria" e de onde partiam "nuvens" para vários locais.Analisando-se essas
palavras sob o ponto de vista da tradução ao pé da letra,vamos vamos ver que tesouraria,neste caso,refere-se a um local cheio de tesouros,ou objetos
reluzentes como luzes,em ambiente de forte iluminação interna. Isto nos con-
duz a comparações bem interessantes com cabines de aviões ou torres de con-
trole de aeroportos.
Como um habitante da Antiguidade interpretaria o conjunto de luzes colori-
das,botões,alavancas,painés,gráficos luminosos,telas de radar ou de computa-
dores e toda espécie de equipamentos para navegação aérea e espacial,dentro
de uma cabine de avião ou numa sala de controle da Nasa,por exemplo? Naque-
la época,tesouraria seria uma excepcional forma de comparação.Quanto as nu-
vens dirigidas e seus terríveis depósitos? O que seriam?Certamente,nao se
tratava de vapor d'água armado.Seriam astronautas os anjos "diretores de
estrelas" que voavem em suas asas,navegavam e possuíam suas funções no céu?
Nos capítulos 11 e 12 do Livro de Enoque o viajante visita e identifica o
que nos parece ser a rota da Terra no Sistema Solar,ou pelo menos segue a
órbita de um planeta com vida,em torno de uma estrela. Acompanhdo de vários
aparelhos voadores alados,Enoque nomeia dois principais:Fênix,o mitológico
pássaro grego que era úninco,não se reproduzia e ressurgia de suas próprias
cinzas,e Chalkydri,termo que tem aqui a sua primeira citação na mitologia
cristã,mas que parece vir da união de duas palavras do sânscrito,da mitolo-
gia Hindu,chakchur e kîrti,respectivamente significando o "olho do mundo"
ou Sol e luz ou esplendor.Ambas as naves possuíam pés em formas que lembra-
vam a cauda de um leão,corpo cônico achatado e formato de cabeça de croco-
dilo,com grandes dimensões.Qualquer semelhança entre esta descrição e um
ônibus espacial como o Discovery,flutuando por meio de jatos estabilizado-
res, como várias asas laterais,sapatas de aterrisagem dotadas de sistema
propulsor,bem como na parte traseira da nave,que podem lembrar caudas de
leão,seria coincidência?
O relato de Enoque esquenta ainda mais quando,nos versículos 7,10 e 18,ele relata o que lhe parecia o inferno.Nos dois primeiros,ele apenas identifica
os seres sofredores,vigiados por anjos de pele escura,que descreve como
"impiedosos que portavam armas terríveis".Mas,no versículo 18,ele observa e
fala aos soldados chamados grigori,seres com aparência humana que "eram
maiores que os maiores gigantes",possuiam rostos sem viços e bocas que apre´
sentavam "silêncio perpétuo".
Segundo um dos seres que acompanhavam Enoque em sua jornada,os grigori,eram
parentes dos gigantes que fecundaram mulheres terrenas,conforme relato bíblico do Gênesis,dando origem a homens que impressionavam pela altura e
pelas inimizades.
Nestes versículos do Livro de Enoque percebe-se uma grande semelhança entre
os fatos do Gênesis e os relatos de mulheres abduzidas da época contempo-rânea,submetidas a processes de fecundação após o rapto,geralmente pratica-
dos por seres alfa-cinzentos,os famosos grays[cinzas]. Seriam eles os tais
"anjos escuros"? Nas abduções alienígenas,a maioria deles é descrita como
tendo até 1,5m,embora alguns cheguem a atingir grandes estaturas. Será que o
termo gregori,pronunciado naquela época para identificar estes humanoides,
tem alguma correlação com a identificação gray adotada atualmente? Tanto uns
quanto os outros,excetuando-se alguns casos,são mencionados como envolvidos
com o lado mal da história de Enoque,assim como nos atuais raptos acompanha-
dos de experiências reprodutivas. Outra semelhança é a descrição de rostos
pálidos e bocas que,no caso dos grays atuais,aparentemente não servem para
falar.
Finalizando Enoque escreeu 366 livros resumindo tudo o que lera nos chamados
"Livros do Senhor",e retornou à Terra.Mas não sem antes passar por uma ex-
periência comum em relatos de abdução. No dito décimo céu,citado no capítulo
22 de seu livro,ele identifica a face do Senhor como "ferro que arde em fogo
e que,ao sair,emite faíscas e queima". Seguindo as ordens do mesmo Senhor,
um outro anjo chamado Micael ungiu Enoque com uma substância e o vestiu com
uma roupa luminescente que o fez se assemelhar a eles,e dotou-o com uma
"pena de escrita rápida",mostrando-lhe vários livros para escolha de alguns
a serem copiados. Enoque gastou 30 dias e 30 noites para concluir sua tare-
fa.Retornou à Terra,passou tudo a seus filho em mais 30 dias e partiu nova-
mente,aos céus,agora em definitivo. Em alguns casos de abduções investigados
por psicólogos,os abduzidos atuais relatam sob hipnose,ter passado por expe-
riências semelhantes à dele,quando foram untados,submetidos a intervenções
médicas e, em certos casos,recebendo informações sobre a vida na Terra e em
outros planetas através de instrumentos de comunicação.(Compilado da revista
brasileira de ufologia,por Fernando A. Ramalho)
Epístolas Paulinas
São 14 as cartas conferidas a Paulo e destinadas às comunidades onde fun-
dara igrejas cristãs. A ordem cronológica não é a do cânone.
a)Epístola aos Romanos:
Havia judeus em Roma que entraram em contato com a nova fé(a tradição
aponta Pedro como a origem do Cristianismo em Roma).Antes mesmo de conhecer a
Igreja que lá se estabelecia,lhe expõe sua teologia numa carta que se asseme-
lha a um tratado teológico, pretendendo fazer de Roma a base de partida da
evangelização no Ocidente. Primeiramente,expõe os aspectos negativos do peca-
do para,em seguida,justificar a nova fé em Jesus,pois a salvação que Deus de-
ra a Abraão concedia agora a todos os homens pela fé em Jesus Cristo.Ao fi-
nal,conselhos e preceitos morais e comunicados pessoais. Foi escrito em 56,
em Corinto,em seus últimos dias de estadia na cidade.
b)Primeira Epístola aos Coríntios:
Corinto era o centro comercial cosmopolita,em que todos os cultos e filosofias se encontravam,mas tinha reputação de devassidão e desordem.Em 51,
Paulo fundou a Igreja Cristã de Corinto.Ele converteu Crispo,o chefe da si-
nagoga,o que lhe rendeu muitos inimigos entre os judeus.
Paulo escreveu quatro cartas aos cristãos de coríntios,duas foram per-
didas(uma antes da considerada primeira e outra antes da segunda).esta carta
é uma resposta para tentar restabelecer a unidade da Igreja de Corinto,da
qual o apóstolo recebera más notícias. Ao lado da questão da unidade,outros
temas foram debatidos:a questão sexual,o casamento,a liberdade cristã e o
respeito devido aos fracos de fé,os direitos do ministro do evangelho de vi-
ver de sua pregação,o culto e a eucaristia,a ressurreição e as aparições do
ressuscitado. O famoso princípio do amor,do qual renato Russo tirou excertos
para incluir em sua música "Monte Castelo",aparece no capítulo 13. Paulo es-
creveu de Éfeso,em 55,e é considerada uma das mais preciosas epístolas.
c)Segunda Epístola aos Coríntios:
A mais pessoal das cartas do apóstolo,que se vê obrigado a fazer sua
apologia após ser atacado por um homem na última vez em que esteve na cida-
de. Após sair de Corinto,escreve uma carta que se perdeu(como foi dito aci-
ma),mas sobre a qual há referências diretas nessa segunda apístola. Ela foi
chamada de "Epístola de Lágrimas",em que pede a punição do ultrajador. Esta
segunda epístola é o resultado depois de Paulo receber as notícias de sua
primeira carta,aquela escrita com lágrimas nos olhos.
Paulo fala de sua postura diante da carta anterios,da dificuldade e da
necessidade de se manter fiel à nova fé e,em dois capítulos,fundamenta a ra-
zão teológica da coleta. Os últimos quatro capítulos trazem a sua apologia
pessoal.
d)Epístola aos Gálatas:
O pensamento paulino achava-se em fase de elaboração e a epístola nas-
ceu de um ataque dirigido contra a pessoa de Paulo,seus ensinamentos e sua
autoridade de apóstolo da parte de cristãos judaizantes agarrados à Lei que
não compreenderam a novidade do evangelho. Ele insiste sobre o fato de que
recebeu diretamente o apostolado por uma revelação de Cristo e não por in-
termédio de uma transmissão humana. No capítulo final,expõe a liberdade do
cristão e o que serie ser fiel sob a nova religião. Foi redigida em 53-54,
apesar de haver quem diga ser antes de 50.
e)Epístolas do Cativeiro:
Chama-se assim o conjunto de cartas que o autor escreveu na prisão em Éfeso
e Roma,no fim dos anos 50 e início dos 60. São três:aos Efésios,Filipenses e
Colossenses.
A Epístola aos Efésios tem por tema a Igreja e as relações de Cristo com
ela. Paulo relembra o que deve ser a unidade da fé e a santidade,as morais
pessoal e social e a armadura espiritual do crente. Há dúvidas quanto à sua
autoria,pois o vocabulário utilizado é diferente do de outras apístolas e
mesmo as concepções teológicas são mais evoluídas. Se ela realmente for de
Paulo,deve ter sido destinada à Igreja de Laodiceia na mesma época da carta
aos colossenses. Até chegar a Éfeso(havia um intercâmbio enorme de cartas
entre as Igrejas),teria sofrido transformações nas mãos de seus redatores e
ajudantes.
Na Epístola aos Colossenses,Paulo escreve encorajado por Epafras,fundador
da Igreja de Colossos e Laodiceia(cidade vizinha),que lhe traz a notícia de
que especulam com "filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas,nos rudimentos do mundo" contra a fé cristã nessa cidade.Paulo exor-
ta essas práticas,acentuando a superioridade da "circuncisão espiritual" e
expõe o que deve ser a disciplina da vida cristã.
f)Primeira Epístola aos Tessalonicenses:
Os primeiro cristãos,inclusive Paulo,esperavam a volta do Cristo para a ge-
ração deles. Por isso,nesta carta,ele discute a sorte dos cristãos que mor-rem antes do retorno de Cristo. Paulo responde que aqueles que ainda estive-
rem vivos no momento da vinda final de Cristo não terão vantagem sobre aque-
les que já estiverem mortos,porque estes ressuscitarão quando ressoar a úl-
tima trombeta. Enfim,encoraja-os a continuar a viver na esperança.
g)Segunda Epístola aos Tessalonicenses:
Paulo escreve retomando as ideias da primeira carta,explicando mal-entendido
que possam ter permanecido. Os tessalonicenses creram que a volta de Cristo
estava próxima e que não lhes restava senão esperar,parando o trabalho. Ele
escreve que se deve preparar para este evento,mas sem se prender a datas,
pois haveriam acontecimentos precursores que anunciariam o grande dia. Pede ele para que evitem a ociosidade.
h)Epístolas Pastorais:
São três: duas a Timóteo e uma a Tito. O nome "pastorais" só foi dado no
século 18. São escritos de disciplina eclesiástica,preocupando-se com as si-
ações espiritual e material da Igreja. As três são muitos semelhantes.
Timóteo era filho de judia com um grego. Jovem,torna-se companheiro de Pau-
lo em sua segunda viagem missionária e é enviado a Atenas,Corinto e Tessa-
lônica. Fazia parte do grupo que acompanhou Paulo a Roma.
Tito não foi citado no livro dos Atos,mas esteve em Jerusalém na querela
pela flexibilização das conversões(liberdade de não ser circuncisado e sem
passar pelo Judaismo). Tito era pagão convertido e acompanhou Paulo em sua
segunda e terceira viagens. Cronologicamente,a de Tito deve ter sido escri-
ta antes,seguida das a Timóteo.
Estes escritos diferem pelo estilo e pelo vocabulário dos demais escritos
paulinos. A época de sua redação parece posterior à época de Paulo,o que po-
de levantar a questão de ter sido escrita no século 2º sob inspiração do
pensamento paulino e atribuído a ele a autoria,pois está conforme seu ensi-
namento.
i)Epístola a Filemon:
Um único capítulo de 25 versículos dirigido a Filemon, homem rico cujo es-
cravo de nome Onésimo fugira para seguir Paulo. Escrita provavelmente em
59.
j)Epístola aos Hebreus:
Não pretende ter sido escrita por Paulo,apesar de figurar entre as apístolas
paulinas. Trata-se de uma exposição doutrinal a judeus convertidos que te-
miam ter de abandonar o culto do templo e da sinagoga. Fala da santidade de
Jesus e coloca-o como o acontecimento central e determinante da história do
mundo:"Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo,e o será para sempre"(capítulo
13,versículo 8). Partindo das leis de Moisés,argumenta que o evangelho con-
tém toda a substância do culto israelita.
A data de redação está entre 64,primeiraperseguição aos cristãos desenca-
deada por Nero, e 96,quando é citada pela bispo de Roma.
l)Epístolas Católicas:
São sete no tatal. O termo católico aparece só no século 3º e crê-se que ve-
nha do grego katholikos,que quer dizer "universal".
1.Epístola de Tiago:
Um dos capítulos pode ser lido como uma resposta-ataque a Paulo. Contém con-
selhos para a vida moral:justiça,piedade e caridade. Seu teor fortemente ju-
daico fizeram com que alguns críticos afirmassem se tratar de um escrito ju-
daico de ensinamento moral composto na primeira metade do século 1º e,poste-
riormente,adotado por um cristão que o teria "cristanizado".
2.Primeira Epístola de Pedro:
Uma exortação à esperança,à santidade e à vida repleta de virtudes,Pedro re-
toma Isaías com o Messias sendo o servo sofredor de Deus. Tal carta traz um
vocabulário muito rico e sabe-se que Pedro era pescador e iletrado.Além dis-
so,não traz recordações pessoais em relação a Jesus,o que seria didícil de
entender para quem foi seu fiel seguidor,e aproxima-se muito da teologia
paulina. Muitos argumentam que, o conteúdo viria de Pedro,mas a redação serie de Silvano,citado no próprio texto como o escrevinhador,que passara
tempos na companhia de Paulo pregando e teria aproximação com seu pensamen-
to.
3.Segunda Epístola de Pedro:
Muito similar à epístola de Judas,pois o assunto é o mesmo:uma polêmica com
os falsos doutores. Fortes indícios indicam que tenha sido escrita após 90,
o que impossibilita a autoria de Pedro,que morrera em torno de 64,em Roma.
4.Primeira Epístola de João:
Ataca os heréticos que dizem que Jesus não veio em corpo - aquele que não
confessa que Jesus veio em carne não está na verdade e os lembra da confis-
são de fé. O autor fala que o verdadeiro conhecimento é subordinado ao amor,
tema recorrente em seu evangelho.
5.Segunda Epístola de João:
Retoma o temado amor fraternal e a advertência contra os heréticos. Simboli-camente,fala de uma senhora,que seria uma igreja.
6.Terceira Epístola de João:
Simples bilhete pessoal a Gaio. Inserida provavelmente,assim como a segun-da,apenas para fechar o ciclo de sete cartas que viria desde as epístolas paulinas.
7.Epístola de Judas:
Exortação de tom panfletário e cheio de indignação que ataca libertinos e
propagandistas de falsas doutrinas,empenhados em envenenar a vida de Igre-ja. O autor seria Judas,irmão de Jesus e de Tiago? Por que se nomeia como
irmão de Tiago e não de Jesus? Em todo caso,a Igreja reconhece em Judas irmão de Tiago e de Jesus a autoria. Redigida antes de 90.
m)Apocalipse:
Apocalipse significa revelação. João pretende falar como profeta e visioná-
rio. Ele utiliza elementos litúrgicos do culto da Igreja para descrever
eventos por virem,o que pressupõe uma ideia essencial do Cristianismo pri-
mitivo: o culto é uma antecipação do fim. Os apocalipses eram gênero lite-
rário tradicional no judaismo e este texto empresta imagens dos apocalipses
judaicos que conhece,da astrologia e da mitologia pagã.
O livro está repleto de alusões históricas e é caracterizado pelo conceito
cristão do tempo,segundo o qual o centro da história divina já está atingi-
do por antecipação em Jesus Cristo. Assim,todo o tempo presente já é tempo
do fim,se bem que o cumprimento cabal ainda estaja por vir.Tudo é feito
numa linguagem figurada e cheia de mistérios,o que faz dele uma leitura de difícil acesso. Há alguns simbolismos básicos para se ter em mente quando
lê-lo: o cordeiro é o Cristo; a mulher,a Igrja Cristã;Babilônia,a Roma
pagã;as duas feras,o Império Romano e o culto ao imperador;as roupas bran-
cas,a vitória;o dragão,as forças hostis ao reino de Deus.
Foi escreto no fim do reino de Domiciano,em 96,destinado às Igrjas da Ásia
Menor,durante a perseguição generalizada e sangrenta que então dirigia sua
fúria contra os cristãos por não prestarem culto ao imperador. Esse contex-
to explica em parte a mensagem de consolo e encorajamento para uma vida de
luta e sofrimento que será recompensada no final com o reino de Deus.(Compi-
lado da revista Conhecer Fantástico,por Thaise Rodrigues).
dara igrejas cristãs. A ordem cronológica não é a do cânone.
a)Epístola aos Romanos:
Havia judeus em Roma que entraram em contato com a nova fé(a tradição
aponta Pedro como a origem do Cristianismo em Roma).Antes mesmo de conhecer a
Igreja que lá se estabelecia,lhe expõe sua teologia numa carta que se asseme-
lha a um tratado teológico, pretendendo fazer de Roma a base de partida da
evangelização no Ocidente. Primeiramente,expõe os aspectos negativos do peca-
do para,em seguida,justificar a nova fé em Jesus,pois a salvação que Deus de-
ra a Abraão concedia agora a todos os homens pela fé em Jesus Cristo.Ao fi-
nal,conselhos e preceitos morais e comunicados pessoais. Foi escrito em 56,
em Corinto,em seus últimos dias de estadia na cidade.
b)Primeira Epístola aos Coríntios:
Corinto era o centro comercial cosmopolita,em que todos os cultos e filosofias se encontravam,mas tinha reputação de devassidão e desordem.Em 51,
Paulo fundou a Igreja Cristã de Corinto.Ele converteu Crispo,o chefe da si-
nagoga,o que lhe rendeu muitos inimigos entre os judeus.
Paulo escreveu quatro cartas aos cristãos de coríntios,duas foram per-
didas(uma antes da considerada primeira e outra antes da segunda).esta carta
é uma resposta para tentar restabelecer a unidade da Igreja de Corinto,da
qual o apóstolo recebera más notícias. Ao lado da questão da unidade,outros
temas foram debatidos:a questão sexual,o casamento,a liberdade cristã e o
respeito devido aos fracos de fé,os direitos do ministro do evangelho de vi-
ver de sua pregação,o culto e a eucaristia,a ressurreição e as aparições do
ressuscitado. O famoso princípio do amor,do qual renato Russo tirou excertos
para incluir em sua música "Monte Castelo",aparece no capítulo 13. Paulo es-
creveu de Éfeso,em 55,e é considerada uma das mais preciosas epístolas.
c)Segunda Epístola aos Coríntios:
A mais pessoal das cartas do apóstolo,que se vê obrigado a fazer sua
apologia após ser atacado por um homem na última vez em que esteve na cida-
de. Após sair de Corinto,escreve uma carta que se perdeu(como foi dito aci-
ma),mas sobre a qual há referências diretas nessa segunda apístola. Ela foi
chamada de "Epístola de Lágrimas",em que pede a punição do ultrajador. Esta
segunda epístola é o resultado depois de Paulo receber as notícias de sua
primeira carta,aquela escrita com lágrimas nos olhos.
Paulo fala de sua postura diante da carta anterios,da dificuldade e da
necessidade de se manter fiel à nova fé e,em dois capítulos,fundamenta a ra-
zão teológica da coleta. Os últimos quatro capítulos trazem a sua apologia
pessoal.
d)Epístola aos Gálatas:
O pensamento paulino achava-se em fase de elaboração e a epístola nas-
ceu de um ataque dirigido contra a pessoa de Paulo,seus ensinamentos e sua
autoridade de apóstolo da parte de cristãos judaizantes agarrados à Lei que
não compreenderam a novidade do evangelho. Ele insiste sobre o fato de que
recebeu diretamente o apostolado por uma revelação de Cristo e não por in-
termédio de uma transmissão humana. No capítulo final,expõe a liberdade do
cristão e o que serie ser fiel sob a nova religião. Foi redigida em 53-54,
apesar de haver quem diga ser antes de 50.
e)Epístolas do Cativeiro:
Chama-se assim o conjunto de cartas que o autor escreveu na prisão em Éfeso
e Roma,no fim dos anos 50 e início dos 60. São três:aos Efésios,Filipenses e
Colossenses.
A Epístola aos Efésios tem por tema a Igreja e as relações de Cristo com
ela. Paulo relembra o que deve ser a unidade da fé e a santidade,as morais
pessoal e social e a armadura espiritual do crente. Há dúvidas quanto à sua
autoria,pois o vocabulário utilizado é diferente do de outras apístolas e
mesmo as concepções teológicas são mais evoluídas. Se ela realmente for de
Paulo,deve ter sido destinada à Igreja de Laodiceia na mesma época da carta
aos colossenses. Até chegar a Éfeso(havia um intercâmbio enorme de cartas
entre as Igrejas),teria sofrido transformações nas mãos de seus redatores e
ajudantes.
Na Epístola aos Colossenses,Paulo escreve encorajado por Epafras,fundador
da Igreja de Colossos e Laodiceia(cidade vizinha),que lhe traz a notícia de
que especulam com "filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas,nos rudimentos do mundo" contra a fé cristã nessa cidade.Paulo exor-
ta essas práticas,acentuando a superioridade da "circuncisão espiritual" e
expõe o que deve ser a disciplina da vida cristã.
f)Primeira Epístola aos Tessalonicenses:
Os primeiro cristãos,inclusive Paulo,esperavam a volta do Cristo para a ge-
ração deles. Por isso,nesta carta,ele discute a sorte dos cristãos que mor-rem antes do retorno de Cristo. Paulo responde que aqueles que ainda estive-
rem vivos no momento da vinda final de Cristo não terão vantagem sobre aque-
les que já estiverem mortos,porque estes ressuscitarão quando ressoar a úl-
tima trombeta. Enfim,encoraja-os a continuar a viver na esperança.
g)Segunda Epístola aos Tessalonicenses:
Paulo escreve retomando as ideias da primeira carta,explicando mal-entendido
que possam ter permanecido. Os tessalonicenses creram que a volta de Cristo
estava próxima e que não lhes restava senão esperar,parando o trabalho. Ele
escreve que se deve preparar para este evento,mas sem se prender a datas,
pois haveriam acontecimentos precursores que anunciariam o grande dia. Pede ele para que evitem a ociosidade.
h)Epístolas Pastorais:
São três: duas a Timóteo e uma a Tito. O nome "pastorais" só foi dado no
século 18. São escritos de disciplina eclesiástica,preocupando-se com as si-
ações espiritual e material da Igreja. As três são muitos semelhantes.
Timóteo era filho de judia com um grego. Jovem,torna-se companheiro de Pau-
lo em sua segunda viagem missionária e é enviado a Atenas,Corinto e Tessa-
lônica. Fazia parte do grupo que acompanhou Paulo a Roma.
Tito não foi citado no livro dos Atos,mas esteve em Jerusalém na querela
pela flexibilização das conversões(liberdade de não ser circuncisado e sem
passar pelo Judaismo). Tito era pagão convertido e acompanhou Paulo em sua
segunda e terceira viagens. Cronologicamente,a de Tito deve ter sido escri-
ta antes,seguida das a Timóteo.
Estes escritos diferem pelo estilo e pelo vocabulário dos demais escritos
paulinos. A época de sua redação parece posterior à época de Paulo,o que po-
de levantar a questão de ter sido escrita no século 2º sob inspiração do
pensamento paulino e atribuído a ele a autoria,pois está conforme seu ensi-
namento.
i)Epístola a Filemon:
Um único capítulo de 25 versículos dirigido a Filemon, homem rico cujo es-
cravo de nome Onésimo fugira para seguir Paulo. Escrita provavelmente em
59.
j)Epístola aos Hebreus:
Não pretende ter sido escrita por Paulo,apesar de figurar entre as apístolas
paulinas. Trata-se de uma exposição doutrinal a judeus convertidos que te-
miam ter de abandonar o culto do templo e da sinagoga. Fala da santidade de
Jesus e coloca-o como o acontecimento central e determinante da história do
mundo:"Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo,e o será para sempre"(capítulo
13,versículo 8). Partindo das leis de Moisés,argumenta que o evangelho con-
tém toda a substância do culto israelita.
A data de redação está entre 64,primeiraperseguição aos cristãos desenca-
deada por Nero, e 96,quando é citada pela bispo de Roma.
l)Epístolas Católicas:
São sete no tatal. O termo católico aparece só no século 3º e crê-se que ve-
nha do grego katholikos,que quer dizer "universal".
1.Epístola de Tiago:
Um dos capítulos pode ser lido como uma resposta-ataque a Paulo. Contém con-
selhos para a vida moral:justiça,piedade e caridade. Seu teor fortemente ju-
daico fizeram com que alguns críticos afirmassem se tratar de um escrito ju-
daico de ensinamento moral composto na primeira metade do século 1º e,poste-
riormente,adotado por um cristão que o teria "cristanizado".
2.Primeira Epístola de Pedro:
Uma exortação à esperança,à santidade e à vida repleta de virtudes,Pedro re-
toma Isaías com o Messias sendo o servo sofredor de Deus. Tal carta traz um
vocabulário muito rico e sabe-se que Pedro era pescador e iletrado.Além dis-
so,não traz recordações pessoais em relação a Jesus,o que seria didícil de
entender para quem foi seu fiel seguidor,e aproxima-se muito da teologia
paulina. Muitos argumentam que, o conteúdo viria de Pedro,mas a redação serie de Silvano,citado no próprio texto como o escrevinhador,que passara
tempos na companhia de Paulo pregando e teria aproximação com seu pensamen-
to.
3.Segunda Epístola de Pedro:
Muito similar à epístola de Judas,pois o assunto é o mesmo:uma polêmica com
os falsos doutores. Fortes indícios indicam que tenha sido escrita após 90,
o que impossibilita a autoria de Pedro,que morrera em torno de 64,em Roma.
4.Primeira Epístola de João:
Ataca os heréticos que dizem que Jesus não veio em corpo - aquele que não
confessa que Jesus veio em carne não está na verdade e os lembra da confis-
são de fé. O autor fala que o verdadeiro conhecimento é subordinado ao amor,
tema recorrente em seu evangelho.
5.Segunda Epístola de João:
Retoma o temado amor fraternal e a advertência contra os heréticos. Simboli-camente,fala de uma senhora,que seria uma igreja.
6.Terceira Epístola de João:
Simples bilhete pessoal a Gaio. Inserida provavelmente,assim como a segun-da,apenas para fechar o ciclo de sete cartas que viria desde as epístolas paulinas.
7.Epístola de Judas:
Exortação de tom panfletário e cheio de indignação que ataca libertinos e
propagandistas de falsas doutrinas,empenhados em envenenar a vida de Igre-ja. O autor seria Judas,irmão de Jesus e de Tiago? Por que se nomeia como
irmão de Tiago e não de Jesus? Em todo caso,a Igreja reconhece em Judas irmão de Tiago e de Jesus a autoria. Redigida antes de 90.
m)Apocalipse:
Apocalipse significa revelação. João pretende falar como profeta e visioná-
rio. Ele utiliza elementos litúrgicos do culto da Igreja para descrever
eventos por virem,o que pressupõe uma ideia essencial do Cristianismo pri-
mitivo: o culto é uma antecipação do fim. Os apocalipses eram gênero lite-
rário tradicional no judaismo e este texto empresta imagens dos apocalipses
judaicos que conhece,da astrologia e da mitologia pagã.
O livro está repleto de alusões históricas e é caracterizado pelo conceito
cristão do tempo,segundo o qual o centro da história divina já está atingi-
do por antecipação em Jesus Cristo. Assim,todo o tempo presente já é tempo
do fim,se bem que o cumprimento cabal ainda estaja por vir.Tudo é feito
numa linguagem figurada e cheia de mistérios,o que faz dele uma leitura de difícil acesso. Há alguns simbolismos básicos para se ter em mente quando
lê-lo: o cordeiro é o Cristo; a mulher,a Igrja Cristã;Babilônia,a Roma
pagã;as duas feras,o Império Romano e o culto ao imperador;as roupas bran-
cas,a vitória;o dragão,as forças hostis ao reino de Deus.
Foi escreto no fim do reino de Domiciano,em 96,destinado às Igrjas da Ásia
Menor,durante a perseguição generalizada e sangrenta que então dirigia sua
fúria contra os cristãos por não prestarem culto ao imperador. Esse contex-
to explica em parte a mensagem de consolo e encorajamento para uma vida de
luta e sofrimento que será recompensada no final com o reino de Deus.(Compi-
lado da revista Conhecer Fantástico,por Thaise Rodrigues).
Os Atos dos Apóstolos
Admite-se que seu autor seja o mesmo Lucas do evangelho,não diferindo
desse em forma,linguagem,estilo e intenções teológicas(inicialmente estes
Atos e o Evangelho de Lucas formavam um único tomo).É considerado um livro
histórico porque narra a história da difusão do evangelho,de Jerusalém até
Roma. As figuras centrais,ao contrário do que faz parecer seu nome,são Pedro
e Paulo. O intuito era mostrar a ação poderosa do Espírito Santo na primeira
comunidade cristã,fazendo de si,com seus relatos de conversões,curas e os discursos teológicos postos na boca de Pedro e Paulo,uma apologia do Cristianismo.
O acontecimento mais importante narrado aqui é,sem dúvida,a conversão do judeu Saulo de Tarso,batizado de Paulo(capítulo 9,versículos 1 a 9).O texto transita da primeira para a terceira pessoa do plural,o que faz crer que o redator buscou em algum tipo de diário de grupos companheiros de Paulo as informações. Estima-se que tenha sido escrito entre 80 e 90(compilação
feita da revista Conhecer Fantástico,por Thaise Rodrigues)
desse em forma,linguagem,estilo e intenções teológicas(inicialmente estes
Atos e o Evangelho de Lucas formavam um único tomo).É considerado um livro
histórico porque narra a história da difusão do evangelho,de Jerusalém até
Roma. As figuras centrais,ao contrário do que faz parecer seu nome,são Pedro
e Paulo. O intuito era mostrar a ação poderosa do Espírito Santo na primeira
comunidade cristã,fazendo de si,com seus relatos de conversões,curas e os discursos teológicos postos na boca de Pedro e Paulo,uma apologia do Cristianismo.
O acontecimento mais importante narrado aqui é,sem dúvida,a conversão do judeu Saulo de Tarso,batizado de Paulo(capítulo 9,versículos 1 a 9).O texto transita da primeira para a terceira pessoa do plural,o que faz crer que o redator buscou em algum tipo de diário de grupos companheiros de Paulo as informações. Estima-se que tenha sido escrito entre 80 e 90(compilação
feita da revista Conhecer Fantástico,por Thaise Rodrigues)
Os Apócrifos
Também chamados de "livros pseudocanônicos",esses documentos foram ela-
borados por comunidades cristã e pré-cristãs,e não foram incluídos nos livros sagrados bíblicos pelo fato de a primeira comunidade cristã não reconhecer neles os ensinamentos e a pessoa de Cristo. Muitos foram reti-rados dos demais evangelhos,ou por entrarem em desacordo com a imagem passa-da nos quatro evangelhos mais antigos.
o Termo apócrifo é originado do século 5º e foi escrito por são Jerônimo
para caracterizar antigos documentos judaicos escritos no período que envolve Malaquias - o último livro das escrituras judaicas - até a vinda de Jesus à Terra.
Para alguns historiadores e muitos católicos,alguns livros apócrifos foram escritos mais de 200 anos após a morte e a ressurreição de Jesus,por-
tanto,não podem ser considerados fidedignos,ou seja,narrados com precisão nos fatos.
A definição de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião
que se professa. Sendo assim,alguns livros considerados canônicos(sagrados)
pelospelos católicos não o são para os judeus,protestantes e evangêlicos.
Muitos desses livros são estudados por teólogos, mesmo por trazerem curio-sidades acerda dos primórdios do cristianismo.
borados por comunidades cristã e pré-cristãs,e não foram incluídos nos livros sagrados bíblicos pelo fato de a primeira comunidade cristã não reconhecer neles os ensinamentos e a pessoa de Cristo. Muitos foram reti-rados dos demais evangelhos,ou por entrarem em desacordo com a imagem passa-da nos quatro evangelhos mais antigos.
o Termo apócrifo é originado do século 5º e foi escrito por são Jerônimo
para caracterizar antigos documentos judaicos escritos no período que envolve Malaquias - o último livro das escrituras judaicas - até a vinda de Jesus à Terra.
Para alguns historiadores e muitos católicos,alguns livros apócrifos foram escritos mais de 200 anos após a morte e a ressurreição de Jesus,por-
tanto,não podem ser considerados fidedignos,ou seja,narrados com precisão nos fatos.
A definição de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião
que se professa. Sendo assim,alguns livros considerados canônicos(sagrados)
pelospelos católicos não o são para os judeus,protestantes e evangêlicos.
Muitos desses livros são estudados por teólogos, mesmo por trazerem curio-sidades acerda dos primórdios do cristianismo.
Novo Testamento
Também chamado de Escrituras Gregas,o Novo Testamento é o conjunto de
livros escritos após o nascimento de Jesus.O termo deriva de uma tradução do
latim Novum Testamentum(Nova Aliança) e foi originalmente utilizado pelos
primeiros cristãos para descrever suas relações com Deus. Os livros foram bem escritos em diferentes épocas e por diversos autores.
Pergaminhos datados do século 9º são os mais antigos de que se tem no-tícias do Novo Testamento. Quatro deles receberam nomes e estão preservados atéhoje. Denominado Vaticanus,o primeiro,e também mais antigo,encontra-se na Biblioteca do Vaticano. Outros dois estão em Londres, no British Museum: o Sinaiticus,descoberto no convento de Sinai, e o Alexandrinus,achado em Alexandria. O quarto encontra-se na Biblioteca Nacional,em Paris, Intitu-lado Code Ephrem,teve os escritos apagados por um escrivão no século 12, porém,especialistas conseguiram recuperá-lo.
Composto por 27 livros,as narrativas nele contidas também possuem divisões, a saber:
a)Protocanônicos:
*Evangelhos:Mateus,Marcos,Lucas e João;
*Livros de Atos:Atos dos Apóstolos;
*Cartas Apostólicas:Romanos,I Coríntios,II Coríntios,Gálatas,Efésios,
Filipenses,Colossences,I Tessalonicenses,II Tessalonicenses,I Timóteo,II Ti-
móteo,Tito,Filemon e I Pedro
*tratados Doutrinais: I João
b)Deuterocanônicos:
*Trechos Evangélicos: Marcos 16:9-20; Lucas 22:43-44; João 5:3-4,7,53 a 8:11 e o capítulo 21;
*Cartas Apóstolicas: Tiago,II Pedro,II João,III João e Judas;
*Tratados Doutrinais: Hebreus;
*Apocalipses: Apocalipse de João(abreviado para Apocalipse)
livros escritos após o nascimento de Jesus.O termo deriva de uma tradução do
latim Novum Testamentum(Nova Aliança) e foi originalmente utilizado pelos
primeiros cristãos para descrever suas relações com Deus. Os livros foram bem escritos em diferentes épocas e por diversos autores.
Pergaminhos datados do século 9º são os mais antigos de que se tem no-tícias do Novo Testamento. Quatro deles receberam nomes e estão preservados atéhoje. Denominado Vaticanus,o primeiro,e também mais antigo,encontra-se na Biblioteca do Vaticano. Outros dois estão em Londres, no British Museum: o Sinaiticus,descoberto no convento de Sinai, e o Alexandrinus,achado em Alexandria. O quarto encontra-se na Biblioteca Nacional,em Paris, Intitu-lado Code Ephrem,teve os escritos apagados por um escrivão no século 12, porém,especialistas conseguiram recuperá-lo.
Composto por 27 livros,as narrativas nele contidas também possuem divisões, a saber:
a)Protocanônicos:
*Evangelhos:Mateus,Marcos,Lucas e João;
*Livros de Atos:Atos dos Apóstolos;
*Cartas Apostólicas:Romanos,I Coríntios,II Coríntios,Gálatas,Efésios,
Filipenses,Colossences,I Tessalonicenses,II Tessalonicenses,I Timóteo,II Ti-
móteo,Tito,Filemon e I Pedro
*tratados Doutrinais: I João
b)Deuterocanônicos:
*Trechos Evangélicos: Marcos 16:9-20; Lucas 22:43-44; João 5:3-4,7,53 a 8:11 e o capítulo 21;
*Cartas Apóstolicas: Tiago,II Pedro,II João,III João e Judas;
*Tratados Doutrinais: Hebreus;
*Apocalipses: Apocalipse de João(abreviado para Apocalipse)
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Antigo Testamento
Composto por 46 livros(a Bíblia hebraica possui 39),o Antigo Testamento
é a primeira grande parte da Bíblia Cristã e a totalidade da Biblia hebraica.
Diversificado no que diz respeito à sua forma literária,sua ideia central re-
flete a fé e os ideais de um povo específico: os hebreus,posteriormente deno-
minados judeus.
A redação dos textos foi realizada por diferentes pessoas,levando em con-
sideração não somente aquelas que originalmente os escreveram,mas também, aquelas que os copiavam,acrescentando,cortando ou comentando as passagens bí-blicas.
O Velho Testamento pode ser dividido em quatro categorias essenciais:
Pentateuco,os cinco livros atribuídos a Moisés,o libertados dos hebreus no
Egito,e também chamado de Leis ou Torah;Livros Históricos,Livros Sapienciais,
e Livros Proféticos, a saber:
a)Protocanônicos:
Pentateuco: Gênesis,Êxodo,Levítico,Números e deuteronômio;
Históricos: Josué,Juízes,Rute,I Samuel,II Samuel,I Reis,II Reis,I Crô-
nicas,II Crônicas,Esdras,Neemias,Ester e Amós;
Poéticos e Sapienciais:Jó,Salmos,Provérbios,Eclesiastes e Cântico dos
Cânticos de Salomão
Proféticos:
*Profetas Maiores:Isaías,Jeremias,Lamentações de jeremias,Esequiel e Daniel
*Profetas Menores:Oseias,Joel,Amós,Obadias,Jonas,Miqueias,Naum,Habacuque,
sofonias,Ageu,Zacarias e Malaquias.
Note:as definições "maiores" e "menores" referem-se somente ao tamanho dos
evangelhos e não à sua importância histórica.
b)Deuterocanônicos:
Históricos:Tobias,Judite,Adições em Ester(10:4 a 16:24),I Macabeus,II Maca-
beus;
Poéticos e Sapienciais:Sabedoria e Eclesiástico
Proféticos:Baruque e Adições em Daniel(3:24-90 e capítulos 13 e 14)
Note:os livros deuterocanônicos(os que foram reconhecidos como canônicos
em um segundo momento)fazem parte apenas da Bíblia católica. Logo,não estão
presentes na Bíblia protestante ou na Tanakh.
é a primeira grande parte da Bíblia Cristã e a totalidade da Biblia hebraica.
Diversificado no que diz respeito à sua forma literária,sua ideia central re-
flete a fé e os ideais de um povo específico: os hebreus,posteriormente deno-
minados judeus.
A redação dos textos foi realizada por diferentes pessoas,levando em con-
sideração não somente aquelas que originalmente os escreveram,mas também, aquelas que os copiavam,acrescentando,cortando ou comentando as passagens bí-blicas.
O Velho Testamento pode ser dividido em quatro categorias essenciais:
Pentateuco,os cinco livros atribuídos a Moisés,o libertados dos hebreus no
Egito,e também chamado de Leis ou Torah;Livros Históricos,Livros Sapienciais,
e Livros Proféticos, a saber:
a)Protocanônicos:
Pentateuco: Gênesis,Êxodo,Levítico,Números e deuteronômio;
Históricos: Josué,Juízes,Rute,I Samuel,II Samuel,I Reis,II Reis,I Crô-
nicas,II Crônicas,Esdras,Neemias,Ester e Amós;
Poéticos e Sapienciais:Jó,Salmos,Provérbios,Eclesiastes e Cântico dos
Cânticos de Salomão
Proféticos:
*Profetas Maiores:Isaías,Jeremias,Lamentações de jeremias,Esequiel e Daniel
*Profetas Menores:Oseias,Joel,Amós,Obadias,Jonas,Miqueias,Naum,Habacuque,
sofonias,Ageu,Zacarias e Malaquias.
Note:as definições "maiores" e "menores" referem-se somente ao tamanho dos
evangelhos e não à sua importância histórica.
b)Deuterocanônicos:
Históricos:Tobias,Judite,Adições em Ester(10:4 a 16:24),I Macabeus,II Maca-
beus;
Poéticos e Sapienciais:Sabedoria e Eclesiástico
Proféticos:Baruque e Adições em Daniel(3:24-90 e capítulos 13 e 14)
Note:os livros deuterocanônicos(os que foram reconhecidos como canônicos
em um segundo momento)fazem parte apenas da Bíblia católica. Logo,não estão
presentes na Bíblia protestante ou na Tanakh.
Uma questão de fé
Sabe-se que os manuscritos bíblicos são, na verdade,o resultado do tra-
lho de séculos produzido por escribas(copistas),que foram formatando cópias
dos escritos a fim de transmiti-los às gerações futuras. São,portanto,possí-
veis de erros e modificações,sejam eles voluntários ou não,por parte de quem
os traduziu,uma vez que uma mesma passagem bíblica possibilita diferentes lei-turas e interpretações.
Ao longo do tempo,verificou-se,por meio do chamado Metódo Textual,que 99%
dos textos bíblicos são fieis aos originais. A exegese, ciência originada da
necessidade de uma interpretação correta da Bíblia,parece tercomprovado a ve-
racidade das traduções bíblicas em relação aos originais,por meio de compara-
ções entre milhares de manuscritos antigos,estudos de materiais encontrados
em escavações,entre outros métodos de averiguação. Porém,como não sobraram
vestígios,tampouco evidências concretas da maioria dos manuscritos originais
ainda restam dúvidas sobre se,de fato, a Bíblia como a temos hoje é uma obra divina.
lho de séculos produzido por escribas(copistas),que foram formatando cópias
dos escritos a fim de transmiti-los às gerações futuras. São,portanto,possí-
veis de erros e modificações,sejam eles voluntários ou não,por parte de quem
os traduziu,uma vez que uma mesma passagem bíblica possibilita diferentes lei-turas e interpretações.
Ao longo do tempo,verificou-se,por meio do chamado Metódo Textual,que 99%
dos textos bíblicos são fieis aos originais. A exegese, ciência originada da
necessidade de uma interpretação correta da Bíblia,parece tercomprovado a ve-
racidade das traduções bíblicas em relação aos originais,por meio de compara-
ções entre milhares de manuscritos antigos,estudos de materiais encontrados
em escavações,entre outros métodos de averiguação. Porém,como não sobraram
vestígios,tampouco evidências concretas da maioria dos manuscritos originais
ainda restam dúvidas sobre se,de fato, a Bíblia como a temos hoje é uma obra divina.
Biblioteca Divina
A coleção de livros catalogados e considerados sagrados que reúne o An-
tigo e o Novo testamentos foi denominada de Biblioteca Divina pela primeira
vez por São Jerônimo,tradutor da Vulgata Latina(o texto oficial do cristia-
nismo ocidental). Tais livros foram tidos como sagrados e divinamente inspi-
rados pelas três grandes religiões atribuídas aos filhos de Abraão:o islamis-
mo,o judaismo e o cristianismo.
Para os cristãos,o Espírito Santo de Deus teria atuado diretamente e de
maneira sobrenatural sobre os escritores,conforme narra o apóstolo Pedro em
um dos seus livros sagrados."Nenhuma profecia foi dada pela vontade humana,
entretanto homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito San-
to"(II Pedro 1:21).Eles acreditam,inclusive,que a postura perante o que está
escrito na Bíblia determina o destino eterno de cada um.
tigo e o Novo testamentos foi denominada de Biblioteca Divina pela primeira
vez por São Jerônimo,tradutor da Vulgata Latina(o texto oficial do cristia-
nismo ocidental). Tais livros foram tidos como sagrados e divinamente inspi-
rados pelas três grandes religiões atribuídas aos filhos de Abraão:o islamis-
mo,o judaismo e o cristianismo.
Para os cristãos,o Espírito Santo de Deus teria atuado diretamente e de
maneira sobrenatural sobre os escritores,conforme narra o apóstolo Pedro em
um dos seus livros sagrados."Nenhuma profecia foi dada pela vontade humana,
entretanto homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito San-
to"(II Pedro 1:21).Eles acreditam,inclusive,que a postura perante o que está
escrito na Bíblia determina o destino eterno de cada um.
Traduções e Interpretações
Os textos bíblicos foram escritos em três idiomas:grego,hebraico e ara-maico. Sabe-se que o Antigo Testamento foi quase todo redigido em hebraico,
com exceção de alguns livros,escritos em aramaico. Já no Novo Testamento,pra-
ticamente todos os livros foram escritos em grego vulgar,que corresponde ao
chamado koiné,segundo idioma mais falado no Império Romano.
A primeira tradução do hebraico feita para o grego ocorreu durante o sé-
culo 3º. A língua hebraica não era compreendida pelas judeus que viviam fora
da Palestina,em especial,no Egito e na Babilônia. A tradução teria sido o re-
sultado do trabalho de 70 eruditos judeus que se reuniram,cada um num cômodo,
e só saíram após todos eles traduzirem o texto sagrado. Denominada Septuagin-
ta("a tradução dos setenta"),sua importância deve-se ao fato de ser a versão utilizada na Bíblia Cristã desde o início.
Outras traduções surgiram após a Septuaginta,a maioria delas insatisfa-
rias,até que,em 382,o bispo de Roma determinou a tradução oficial da Bíblia
para o latim. A tarefa foi designada ao exegeta São Jerônimo e ficou conhe-
cida como Vulgata Latina,versão utilizada durante séculos pelas Igrejas
Cristas do Ocidente como a versão autorizada da Bíblia. A Bíblia na língua
portuguesa só veio a ser impressa em 1748. A versão foi fruto da tradução
feita a partir da Vulgata de São Jerônimo.
com exceção de alguns livros,escritos em aramaico. Já no Novo Testamento,pra-
ticamente todos os livros foram escritos em grego vulgar,que corresponde ao
chamado koiné,segundo idioma mais falado no Império Romano.
A primeira tradução do hebraico feita para o grego ocorreu durante o sé-
culo 3º. A língua hebraica não era compreendida pelas judeus que viviam fora
da Palestina,em especial,no Egito e na Babilônia. A tradução teria sido o re-
sultado do trabalho de 70 eruditos judeus que se reuniram,cada um num cômodo,
e só saíram após todos eles traduzirem o texto sagrado. Denominada Septuagin-
ta("a tradução dos setenta"),sua importância deve-se ao fato de ser a versão utilizada na Bíblia Cristã desde o início.
Outras traduções surgiram após a Septuaginta,a maioria delas insatisfa-
rias,até que,em 382,o bispo de Roma determinou a tradução oficial da Bíblia
para o latim. A tarefa foi designada ao exegeta São Jerônimo e ficou conhe-
cida como Vulgata Latina,versão utilizada durante séculos pelas Igrejas
Cristas do Ocidente como a versão autorizada da Bíblia. A Bíblia na língua
portuguesa só veio a ser impressa em 1748. A versão foi fruto da tradução
feita a partir da Vulgata de São Jerônimo.
Os Evangelhos
Chamados de canônicos,Mateus,Marcos,Lucas e João são os únicos evange-lhos admitos como legítimos pelo cristianismo primitivo e que,portanto,cons-
tituem o Novo Testamento bíblico. Desses, três são considerados evangelhos sinóticos,ou seja,semelhantes no que corresponde aos assuntos abordados.O ter-
mo sinótico teve origem no século 18,quando especialistas,ao analisarem os li-
vros canônicos,perceberam suas semelhanças. O evangelho de João relata a his´-
tória de Jesus de uma maneira substancialmente diferente,portanto,não está in-
cluso nos livros sinóticos.
Mateus:ao que tudo indica,é o livro mais antigo entre os quatro.É,também,
o mais curto e preciso. Com 16 capítulos,foi escrito para o público romano e
evidencia tudo o que Jesus realizou durante o Seu ministério. O evangelho
inincia com a pregação e a profecia de João Batista:a anunciação da vinda do
Messias. Os três assuntos finais - aparição a Maria Madalena,aos discípulos
e a Ascensão de Jesus(capítulos 16:9-20) - não estão presentes nos manuscri-
tos mais antigos,mas foram encontrados em documentos gregos mais recentes.
O fato leva a crer que estes não pertencem a Marcos,mas que foram retirados
de outros evangelhos e incluídos posteriormente.
Lucas:tido como o mais detalhado dos evangelhos canônicos,objetiva mos-
trar a salvação divina ao alcance de todos. Com 24 capítulos,destaca o con-
tato de Cristo com pessoas à margem da sociedade:pobres,aleijados,endemonia-
dos,cegos e outros desprezados do época. Narra,ainda,o nascimento e o minis-
tério de João Batista. Não existe um consenso sobre a data de sua redação,
porém,acredita-se que tenha sido depois da queda de Jerusalém,após o ano 70.
João:com características singulares no que se refere ao estilo literá-
rio dos textos,é,entre todos os evangelhos,o mais reflexivo. O livro foi o
último a ser escrito e enfatiza a divindade do Nazareno,insistindo no sig-
nificado de certos números como sinais,com o objetivo de provar aos gentios
que Jesus é o filho de Deus. é datado entre os anos de 90 e 95.
tituem o Novo Testamento bíblico. Desses, três são considerados evangelhos sinóticos,ou seja,semelhantes no que corresponde aos assuntos abordados.O ter-
mo sinótico teve origem no século 18,quando especialistas,ao analisarem os li-
vros canônicos,perceberam suas semelhanças. O evangelho de João relata a his´-
tória de Jesus de uma maneira substancialmente diferente,portanto,não está in-
cluso nos livros sinóticos.
Mateus:ao que tudo indica,é o livro mais antigo entre os quatro.É,também,
o mais curto e preciso. Com 16 capítulos,foi escrito para o público romano e
evidencia tudo o que Jesus realizou durante o Seu ministério. O evangelho
inincia com a pregação e a profecia de João Batista:a anunciação da vinda do
Messias. Os três assuntos finais - aparição a Maria Madalena,aos discípulos
e a Ascensão de Jesus(capítulos 16:9-20) - não estão presentes nos manuscri-
tos mais antigos,mas foram encontrados em documentos gregos mais recentes.
O fato leva a crer que estes não pertencem a Marcos,mas que foram retirados
de outros evangelhos e incluídos posteriormente.
Lucas:tido como o mais detalhado dos evangelhos canônicos,objetiva mos-
trar a salvação divina ao alcance de todos. Com 24 capítulos,destaca o con-
tato de Cristo com pessoas à margem da sociedade:pobres,aleijados,endemonia-
dos,cegos e outros desprezados do época. Narra,ainda,o nascimento e o minis-
tério de João Batista. Não existe um consenso sobre a data de sua redação,
porém,acredita-se que tenha sido depois da queda de Jerusalém,após o ano 70.
João:com características singulares no que se refere ao estilo literá-
rio dos textos,é,entre todos os evangelhos,o mais reflexivo. O livro foi o
último a ser escrito e enfatiza a divindade do Nazareno,insistindo no sig-
nificado de certos números como sinais,com o objetivo de provar aos gentios
que Jesus é o filho de Deus. é datado entre os anos de 90 e 95.
O Livro Sagrado
Resultado de experiências religiosas do chamado "povo israelita",a Bíblia
é o livro mais lido,publicado e pesquisado em toda a história da humanidade.
Originário do grego,o terma Bíblia quer dizer "os livros". Mas a palavra tam-
bém possui outra derivação:vem de byblos,uma referência a Biblos,cidade no Me-
diterrâneo oriente que controlava o comércio do papira(espécie de papel produ-
zido pelos egípcios e feito de fibras vegetais) e que era conhecida nos pri-meiros séculos a.C. pela edição de textos. No entanto,a designação da Bíblia como hoje a conhecemos só começou a ser utilizada no século 2º,quando todos
os livros já haviam sido escritos.
Esses textos sagrados são frutos de séculos e séculos de histórias conta-
das de pai para filho e,posteriormente, materializadas em pergaminhos,papiro
e outros instrumentos de armazenamento da memória humana até então disponí-
veis. São registros de pessoas queviveram em épocas e lugares diferentes e
tomaram como base contextos diversos.
Especula-se,segundo a tradição judaico-cristã,que o livro sagrado tenha
sido regido por aproximadamente 40 pessoas das mais diversas origens e clas-
ses sociais, em um período de 1.600 anos.
Em sua forma original, a Bíblia é desprovida de repartições em capitulos e versículos. Essa divisão teve origem em diferentes momentos da história.A
autoria da primeira repartição é atribuída ao acebispo Stephen Langton da
Cantuária,no século 8º,que teria feito as marcações com base em uma sequên-
cia numérica de algarismos romanos. Já a subdivisao dos textos em versícu-
los foi feita em 1551 pelo humanista e impressor Robert Stephanus,em uma
edição em grego do Novo Testamento. Se comparadas as edições bíblicas catá-lica,protestante e judaica,são notáveisalgumas deferenças nas divisões de
capítulos e versículos.
A união dos textos,por sua vez,só viria a acontecer no século 4º,com a proclamação do cristianismo como religião oficial do Império Romano. Logo surgiria a demanda por cópias do Novo Testamento,fato compravado pela enco-
menda de 50 cópias para as igrjas de Constantinopla por parte do imperador.
Provavelmente,esta foi a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos fo-
ram reunidos em um único volume,denominado Bíblia.
Para muitos,em especial os cristãos e judeus,a Bíblia é mais do que um livro. É a própria palavra e vontade de Deus em favor da humanidade que reú-
ne,além de prrincípios morais,uma espécie de normas de conduta e soluções
para dilemas e problemas do homem. Os ateus e agnósticos duvidam da veraci-dade de tais acontecimentos,declarando-os como exagerados,como no caso da Arca de Noé, Adão e Eva,o Dilúvio,entre outros. Já os cientistas reconhecem
seu valor como documento histórico,uma vez que muitas informações contidas
no livro sagrado,quando cruzadas com documentos contemporâneos,resultam em importantes descobertas arqueológicas nos últimos séculos.
À parte as diferentes perspectivas sobre a Bíblia,sua influência na história da sociedade ocidental - e até mesmo mundial - não pode ser subes-
timada. É inegável o fato de que,em função do entendimento que dela tiveram
as nações,povos foram destruídos, o calendário foi alterado(calendário gre-
goriano),entre outros ocorridos que acabaram por transformar e formatar a
época e o mundo em que vivemos.
é o livro mais lido,publicado e pesquisado em toda a história da humanidade.
Originário do grego,o terma Bíblia quer dizer "os livros". Mas a palavra tam-
bém possui outra derivação:vem de byblos,uma referência a Biblos,cidade no Me-
diterrâneo oriente que controlava o comércio do papira(espécie de papel produ-
zido pelos egípcios e feito de fibras vegetais) e que era conhecida nos pri-meiros séculos a.C. pela edição de textos. No entanto,a designação da Bíblia como hoje a conhecemos só começou a ser utilizada no século 2º,quando todos
os livros já haviam sido escritos.
Esses textos sagrados são frutos de séculos e séculos de histórias conta-
das de pai para filho e,posteriormente, materializadas em pergaminhos,papiro
e outros instrumentos de armazenamento da memória humana até então disponí-
veis. São registros de pessoas queviveram em épocas e lugares diferentes e
tomaram como base contextos diversos.
Especula-se,segundo a tradição judaico-cristã,que o livro sagrado tenha
sido regido por aproximadamente 40 pessoas das mais diversas origens e clas-
ses sociais, em um período de 1.600 anos.
Em sua forma original, a Bíblia é desprovida de repartições em capitulos e versículos. Essa divisão teve origem em diferentes momentos da história.A
autoria da primeira repartição é atribuída ao acebispo Stephen Langton da
Cantuária,no século 8º,que teria feito as marcações com base em uma sequên-
cia numérica de algarismos romanos. Já a subdivisao dos textos em versícu-
los foi feita em 1551 pelo humanista e impressor Robert Stephanus,em uma
edição em grego do Novo Testamento. Se comparadas as edições bíblicas catá-lica,protestante e judaica,são notáveisalgumas deferenças nas divisões de
capítulos e versículos.
A união dos textos,por sua vez,só viria a acontecer no século 4º,com a proclamação do cristianismo como religião oficial do Império Romano. Logo surgiria a demanda por cópias do Novo Testamento,fato compravado pela enco-
menda de 50 cópias para as igrjas de Constantinopla por parte do imperador.
Provavelmente,esta foi a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos fo-
ram reunidos em um único volume,denominado Bíblia.
Para muitos,em especial os cristãos e judeus,a Bíblia é mais do que um livro. É a própria palavra e vontade de Deus em favor da humanidade que reú-
ne,além de prrincípios morais,uma espécie de normas de conduta e soluções
para dilemas e problemas do homem. Os ateus e agnósticos duvidam da veraci-dade de tais acontecimentos,declarando-os como exagerados,como no caso da Arca de Noé, Adão e Eva,o Dilúvio,entre outros. Já os cientistas reconhecem
seu valor como documento histórico,uma vez que muitas informações contidas
no livro sagrado,quando cruzadas com documentos contemporâneos,resultam em importantes descobertas arqueológicas nos últimos séculos.
À parte as diferentes perspectivas sobre a Bíblia,sua influência na história da sociedade ocidental - e até mesmo mundial - não pode ser subes-
timada. É inegável o fato de que,em função do entendimento que dela tiveram
as nações,povos foram destruídos, o calendário foi alterado(calendário gre-
goriano),entre outros ocorridos que acabaram por transformar e formatar a
época e o mundo em que vivemos.
Predições
Muitas passagens bíblicas preveem a ressurreição de Jesus. nenhuma delas,
no entanto,é tão específica e detalhada quanto o livro de Isaías. Confira o
que diz o Evangelho: Isaías 53:2-12 "Ele cresceu como broto na presença de Ja-
ve,como raiz em terra seca. Não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso
olhar,nem simpatia para que pudêssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pe-
los homens,homem do sofrimento e experimentado na dor,como o indivíduo de quem
a gente esconde o rosto,ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele.
Todavia,eram as nossas doenças que ele carregava em suas costas... Ele estava
sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes.
Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites;e por suas feridas é que veio a cura para nós.
...Foi oprimido e humilhado,mas não abriu a boca; tal como cordeiro,foi
levado para o matadouro,como ovelha muda diante do tosquiador. Foi preso,
julgado injustamente, e quem se preocupou com a vida dele? Pois foi cortado
da terra dos vivos e ferido de morte por causa da revolta do meu povo.A se-
pultura dele foi colocada junto com a dos ímpios,e seu túmulo junto com o dos
ricos,embora nunca tivesse cometido injustiça e nunca a mentira estivesse em
sua boca...
...Por isso eu lhe darei multidões como propriedade e com os poderosos
repartirá o despojo porque entregou seu pesçoço à morte e foi contado entre os
pecadoras..."
no entanto,é tão específica e detalhada quanto o livro de Isaías. Confira o
que diz o Evangelho: Isaías 53:2-12 "Ele cresceu como broto na presença de Ja-
ve,como raiz em terra seca. Não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso
olhar,nem simpatia para que pudêssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pe-
los homens,homem do sofrimento e experimentado na dor,como o indivíduo de quem
a gente esconde o rosto,ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele.
Todavia,eram as nossas doenças que ele carregava em suas costas... Ele estava
sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes.
Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites;e por suas feridas é que veio a cura para nós.
...Foi oprimido e humilhado,mas não abriu a boca; tal como cordeiro,foi
levado para o matadouro,como ovelha muda diante do tosquiador. Foi preso,
julgado injustamente, e quem se preocupou com a vida dele? Pois foi cortado
da terra dos vivos e ferido de morte por causa da revolta do meu povo.A se-
pultura dele foi colocada junto com a dos ímpios,e seu túmulo junto com o dos
ricos,embora nunca tivesse cometido injustiça e nunca a mentira estivesse em
sua boca...
...Por isso eu lhe darei multidões como propriedade e com os poderosos
repartirá o despojo porque entregou seu pesçoço à morte e foi contado entre os
pecadoras..."
A Conspiração
Em Mateus há uma passagem interessante a respeito do ressurgimento de Je-
sus. O Evangelho narra que os soldados que guardavam o sepulcro,ao ver que o
corpo do Messias já não estava ali,se apressaram para informar os principais
sacerdotes do ocorrido. Então,receberam grande quantia em dinheiro para afir-
marem que o corpo de jesus fora roubado pelos discípulos na chegada da noite,
enquanto dormiam. Conta-se que esta versão foi propagada entre os judeus por
muito tempo. Até os dias de hoje,tal versão é defendida por estudiosos e teó-
logos liberais.
sus. O Evangelho narra que os soldados que guardavam o sepulcro,ao ver que o
corpo do Messias já não estava ali,se apressaram para informar os principais
sacerdotes do ocorrido. Então,receberam grande quantia em dinheiro para afir-
marem que o corpo de jesus fora roubado pelos discípulos na chegada da noite,
enquanto dormiam. Conta-se que esta versão foi propagada entre os judeus por
muito tempo. Até os dias de hoje,tal versão é defendida por estudiosos e teó-
logos liberais.
Teorias Controversas
O fato de Jesus ter ressurgido dos mortos é uma das doutrinas contestadas
por muitos eruditos e teólogos liberais. Há quem acredite que Cristo não teria
morrido no momento da crucificação,mas apenas desmaiado. Outros são categóri-
cos ao afirmar que Jesus recebeu um remédio que o manteve vivo na cruz, sendo
que despertou horas depois,no túmulo. Há estudiosos que fundamentam que o Na-
zareno resistiu à morte e foi para a Índia.Outra hipótese sustentada - e tida,
inclusive,como a menos provável - é a alucinação coletiva,em que os apóstolos
e seguidores teriam sido acometidos por ilusões.
Na busca de um "Jesus histórico", o erudito bíblico Kirsopp Lake levan-
tou uma tese que diz que Maria Madalena e as que com ela estavam teriam ido
ao túmulo errado,e assim fizeram, também,alguns dos discípulos, proclamando erroneamente que Jesus havia ressurgido. O estudioso acrescenta que a ofusca-ção produzida pelas primeiras horas da manhã poderia ter causado tal confu-
são.
Verdadeira ou não,não se pode negar que a questão da ressurreição de Je-
sus é um dos pontos fundamentais da doutrina cristã. O Novo Testamento con-
sidera o episódio como vital para as religiões baseadas nessas crenças e
dogmas, sem o qual não poderia haver o cristianismo. O apóstolo Paulo também
argumenta que tal doutrina seria anulada no caso de a ressurreição de Cristo
não ter se realizado:"Se Cristo não ressuscitou,seria vã a nossa pregação e
vã a nossa fé; e seríamos tidos por falsas testemunhas de Deus; e ainda per-
maneceríamos nos nossos pecados;e os que dormiram em Cristo pereceriam;e se-
ríamos os mais infelizes de todos os homens"(1Co15:14-19).
por muitos eruditos e teólogos liberais. Há quem acredite que Cristo não teria
morrido no momento da crucificação,mas apenas desmaiado. Outros são categóri-
cos ao afirmar que Jesus recebeu um remédio que o manteve vivo na cruz, sendo
que despertou horas depois,no túmulo. Há estudiosos que fundamentam que o Na-
zareno resistiu à morte e foi para a Índia.Outra hipótese sustentada - e tida,
inclusive,como a menos provável - é a alucinação coletiva,em que os apóstolos
e seguidores teriam sido acometidos por ilusões.
Na busca de um "Jesus histórico", o erudito bíblico Kirsopp Lake levan-
tou uma tese que diz que Maria Madalena e as que com ela estavam teriam ido
ao túmulo errado,e assim fizeram, também,alguns dos discípulos, proclamando erroneamente que Jesus havia ressurgido. O estudioso acrescenta que a ofusca-ção produzida pelas primeiras horas da manhã poderia ter causado tal confu-
são.
Verdadeira ou não,não se pode negar que a questão da ressurreição de Je-
sus é um dos pontos fundamentais da doutrina cristã. O Novo Testamento con-
sidera o episódio como vital para as religiões baseadas nessas crenças e
dogmas, sem o qual não poderia haver o cristianismo. O apóstolo Paulo também
argumenta que tal doutrina seria anulada no caso de a ressurreição de Cristo
não ter se realizado:"Se Cristo não ressuscitou,seria vã a nossa pregação e
vã a nossa fé; e seríamos tidos por falsas testemunhas de Deus; e ainda per-
maneceríamos nos nossos pecados;e os que dormiram em Cristo pereceriam;e se-
ríamos os mais infelizes de todos os homens"(1Co15:14-19).
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