segunda-feira, 29 de março de 2010

A Ressurreição: o túmulo vazio

Conforme as escrituras bíblicas,Jesus ressurgiu dos mortos após o terceiro dia de sua crucificação. a morte do Nazareno teria dado início à purificação
dos pecados humanos e, por meio da ressurreição,pôde ser vislumbrada a esperança da vida eterna. Sob esta convicção estão baseadas muitas concepções
religiosas cristãs. Passado o sepultamenteo,tendo terminado o sábado,contam os Evangelhos que, nas primeiras horas do domingo de Páscoa,Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus a fim de levar aromas que ela havia preparado(o li-
vro de Mateus,Marcos e Lucas afirmam que Maria Madalena estava acompanhada
de outras mulheres).Aproximando-se do local,Maria notou que a pedra que sela-
va o túmulo estava removida e,entrando no local,avistou um jovem trajando ves-
tes brancas,e foi tomada de surpresa. É interessante notar que os Evangelhos
narram esta passagem com algumas discordâncias. Mateus e Marcos,referem-se a apenas um anjo. Já em Lucas e João está escrito que havia,em vez de um,dois
varões que usavam vestes resplandecentes. O suposto anjo teria dito a Maria
Madalena que o Messias havia ressuscitado,e a instruira a dizer aos discípulos
que Jesus seguia diante deles rumo à Galileia,conforme predito pelo Nazareno.
Jesus,então,teria apareceido a Maria Madalena,que seguiu rumo aos discípulos
para anunciar a ressurreição do Mestre. Mateus acrescenta que Maria Madalena
estaria possuída por sete demônios,expulsados por jesus antes que ela fosse
propagar o milagre que havia presenciado. Quando Maria Madalena contou que
estivera com o Messias,os discípulos não acreditaram. Pedro,ao ouvir a notí-
cia,teria seguido junto a outro discípulo até o sepulcro,mas os dois nada
teriam visto senão lençois de linho que haviam envolvido o corpo do Nazareno.
Aqui,nota-se a advertência clara contra a incredulidade,em especial quando
Jesus repreende a um de seus discípulos chamado Tmé. Apontado como descrente
no livro de João,Tomé não confia nas palavras de seus companheiros quando
eles afirmam estar vivo o Messias. Mais do que isso. De acordo com João,Tomé foi categórico ao afirmar:"Enquanto eu não vir nas suas mãos o sinal dos cra-
vos e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado,de modo
algum acreditarei"(20,25). O livro conta que,passados oito dias,Jesus apare-
ceu novamente a seus discípulos para que Tomé pudesse tocar suas cicatrizes e,dessa maneira,crer que,de fato,Ele havia ressuscitado. Jesus,então,repre-
endeu a Tomé,questionando-o: "Por que me viste,creste? E deixou a lição:
"Bem-aventurados os que não viram e creram". Depois da aparição,Jesus teria
instruído os discípulos a pregarem o evangelho por toda a parte,e lhes con-
ferido poderes para falarem novas línguas,praticarem exorcismos e curarem
enfermos. Esses seriam os chamados "sinais" que acompanhariam todo aquele que crê no Filho do Homem. Só então Jesus teria subido ao céu, sentando-se
ao lado de Deus,até a chegada do Juízo Final.

domingo, 28 de março de 2010

Curiosidades Acerca da Crucificação

A crucificação é um método de execução por fixação em uma cruz. A palavra de
riva do latim cruciare,que significa "torturar".A origem dessa técnica de tortura não é totalmente clara. Há fontes que afirmam que foi inventada no século 4º a.C. pelos fenícios e os persas. Os fenícios teriam aprendido com os romanos que,por sua,teriam aplicado o método durante séculos em todo o Oriente até chegar ao Império Romano. Em Roma,a crucificação era tida como a mais humilhante entre as punições,reservada somente aos piores crimino-sos,escravos,traidores,estrangeiros e agitadores religiosos e políticos. Dada a sentença, primeiramente,era realizado o açoite à vítima,com um chicote de tiras pesadas de couro e pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. Chamado flagrum,o instrumento de tortura era batido com força contra os ombros,as costas e as pernas, sendo que, primeiramente, as tiras rasgavam a pele. Conforme as chicotadas continuavam,os capilares e as veias da pele iam rompendo e causando marcas de sangue que,junto às bolas de chumbo,ocasionavam uma hemorragia e formavam uma massa irreconhe-cível de tecido ensanguentado. Terminado o açoite,o prisioneiro tinha de carregar a trave horizontal da cruz,chamada patibulum,iniciando uma difícil jornada até o local da crucificação. Acredita-se que o choque produzido por grande perda de sangue somada ao peso datrave horizontal - cerca de 25 a 30Kg - fez que jesus tropeçasse diversas vezes. Quando o trajeto fosse completado,o prisioneiro era despido - exceto por um pedaço de pano permeti-do pelos judeus - e jogado de costas com os ombros contra a madeira. Então, o soldado batia um pesado cravo de ferro nos pulsos e,então,a barra era erguida. O pé esquerdo era empurrado para trás,contra o pé direito,ambos com os dedos para baixo,e então um cravo era batido de maneira a traspassá-los,deixando os joelhos levemente dobrados. Nesse momento,uma intensa dor era causada. Já que enormes ondas de cãibras percorriam os músculos.
Soma-se a isso um quadro de asfixia parcial eté que uma dor intensa começas-
se na região do peito,enquanto o coração era comprimido pelo pericárdio(mem-
brana externa do músculo) e fazia grande esforço para bombear o sangue. Ao
contrário do que se pensa,a morte por crucificação ocorre não por asfixia, mas por parada cardíaca e respiratória causada pelo choque traumático e hipovolêmico,ou seja,pela perda de volume sanguineo.

O Santo Graal

Tido como um dos mais antigos mitos da humanidade,o Santo Graal é uma expres-
são que se refere,na maior parte da vezes,ao cálice utilizado por Jesus de Nazaré no episódio da última Ceia. Em francês arcaico,graal significa "bande-
ja",mas também pode ter origem latina,no termo gradalis (cálice). Ao longo da
história,o termo passou por um ciclo complexo de interpretações e procedências
vindas desde a idade Média. Uma das mais intrigantes lendas a respeito conta
que um dos discípulos secretos de Cristo,chamado José de Arimateia(que obteve
a permissão de Pôncio Pilatos para sepultar o corpo do Nazareno),teria colhido
no Cálice Sagrado um pouco do sangue que jorrou de Jesus quando este recebeu
um golpe dado com uma lança por um dos soldados chamado Longinus, após a cru-
cificação. O discípulo teria,então,seguido ruma à Inglaterra e fundado a igre-
ja inglesa ao sair da região da Palestina. Outra versão afirma que o Santo graal seria a representação do corpo de Maria Madalena,discípula de Jesus.´Há
ainda, os que descrevem o artefato como a tigela em que Cristo teria cortado
o pão durante a celebração pascal. Outras histórias afirmam que o cálice te-
ria ficado sob os cuidados da Ordem do Tempo,também conhecida como Ordem dos
templários,organização criada com o intuito de defender os peregrinos na Ter-
ra Santa e as conquistas nas Cruzadas. Segundo esta versão,os Templários te-
riam levado a relíquia para a aldeia Rennes-Le-Chateau. Conta-se que o obje-
to poderia ter seguido para Troyes,lugar em que desapareceu durante a Revo-
lução Francesa. Há autores que acrescentam elementos da mitologia pagã celta
a fim de criar mais lendas sobre o Graal. Outros acreditam que o cálice na
Catedral de Valência(espanha) é o que teria servido a Jesus,porém,não há evi-
dências que comprovem a autenticidade da peça. Segundo a tradição católica,
apesar da crença na existência de alguns dos personagens envolvidos nessse
mistério,o Santo Graal possui apenas valor simbólico relacionado à literatu-
ra medieval. Se invenção ou realidade,não há como dizer. No entanto,indepen-
dentemente das especulações, o simbolismo da Santo Graal como instrumento de
fé não pode ser subestimado,uma vez que vem alimentando a imaginação popular
há mais de dois mil anos.

A Entrega do Espírito e o Sepultamento

Maria Madalena,mãe de Jesus,Maria,mãe de Tiago e de José e a mulher de Zebe-
deu,acompanhavam os últimos momentos de jesus na Terra. Pregado na cruz e sob dor intensa,pouco antes da morte,Jesus teria clamado: "Eli,Eli,lema sabactâni",que significa "Deus meu,por que me desamparaste?".João cita que,tendo reclamado de sede,Jesus recebeu de um dos soldados uma esponja embebida em vinagre. Depois,clamado em voz alta,proferiu: "Está acabado", entregando,por fim, o seu espírito. Os Evangelhos sinóticos narram que, nes-se momento,houve trevas e um grande terremoto e as rochas se separaram. Tomados de medo,os soldados,então,disseram: "Verdadeiramente este era filho de Deus". Sabendo da morte de jesus,um homem rico chamado José,membro do Sinédrio(porém,que não teria concordado com a postura e ação dos que conde- naram a Jesus) e discípulo secreto Dele por receio dos Judeus,foi até Pila-tos e lhe pediu o corpo de seu Mestre. Com o consentimento do governador,o homem envolveu o corpo do Nazareno em um manto de linho e o depositou em um túmulo onde ninguém havia sido sepultado,mandando fechá-lo com uma pedra. Estavam ali a mãe de Jesus,Maria Madalena e a outra Maria,que permaneciam sentadas,observando. No dia seguinte,sacerdotes e fariseus foram até Pila-tos pedir que o túmulo de Jesus fosse vigiado,uma vez que o Nazareno teria dito em vida que ressucitaria após três dias,para que não o roubassem e dissessem ao povo que ressuscitou,gerando ainda mais tumulto. Pilatos con-sentiu e enviou uma escolta. Então,selaram a pedra e puseram-se a vigiar.

A Crucificação

Jesus de Nazaré foi levado para dentro do palácio de Pilatos,no pretório. Ali foi colocada a coroa de espinhos,e sua cabeça foi ferida com fortes golpes.
Conforme narra João, o Nazareno foi conduzido rumo à crucificação e carregou
a sua cruz até o esgotamento. Então,um ancião de nome Simão foi designado para
carregá-la. O trabalho foi executado por quatro soldados que,após crucifica-rem Jesus,repartiram entre eles suas festes,tirando a sorte. Por cima da cabe-
ça de Jesus,foi colocada a sua acusação,escrita,segundo João,em letras gre-gas,romanas e hebraicas. A epígrafe dizia INRI, umacrõnimo de jesus Nazarenus Rex Ioderum (Jesus de Nazaré,Rei dos Judeus).Junto a Ele foram crucificados,
também,dois ladrões,sendo um à sua direita e o outro à sua esquerda. Marcos
acrescenta que assim aconteceu para que se cumprisse a Escritura que dizia:
"Com malfeitores foi contado". Segundo a narrativa de Lucas,um desses malfei-
res blasfemou contra o Nazareno,dizendo: "Não és tu o cristo? Salva-te a ti
mesmo e a nós também". Mas o outro ladrão o repreendeu,afirmando que recebi-
am o castigo merecido,ao contrário de Jesus que,memo inocente,igual sentença
recebera. E acrescentou: "Jesus,lembra-te de mim quando vieres no teu rei-
no".E Jesus lhe respondeu:"Hoje mesmo estarás comigo no paraíso". Segundo o
livro de Mateus,Marcos e Lucas,Jesus teria morrido após a Páscoa judaica, a
chamada Pessach,diferentemente do que afirma o Evangelho de João,que cita que o Nazareno teria sido executado na manhã do dia dos preparativos para a Pessach. Jesus teria entregado o seu espírito a Deus em um lugar chamado Gólgota (ou Calvário,conforme cita João),que significa "Lugar da Caveira", pois ali eram executados muitos condenados.

Judas: lábio traidor

O Evangelho apócrifo de Judas,cuja autenticidade não é reconhecida pela igre-ja,contradiz a ideia de que Iscariotes foi um traidor. ao contrário, caracte-riza-o como o mais amado discípulo de Jesus,sendo o único qualificado para en-
tender,de fato,a missão de Cristo na Terra. segundo os documentos apócrifos,a
delação aos sacerdotes judeus teria sido um desígnio divino para que Cristo
sofresse o martírio e salvasse os homesns. de acordo com os relatos,Judas não
teria se enforcado,arrastando sua culpa,mas o Messias o teria perdoado.

A Traição

De acordo com o Novo Testamento bíblico,foi na ocasião da Santa Ceia que
Jesus afirmou que um dos apóstolos o trairia.Conturbados,perguntavam-lhe quem
poderia ser. No livro de João,consta que o Nazareno disse que o desertor rece-
ria d'Ele um pedaço de pão molhado. E o deu a Judas. Judas,então,perguntou a
Jesus: "Acaso sou eu"? Ao que lhe respondeu: "Tu o dissestes". O evangelista
acrescenta,ainda,que Satanás, nesse momento,teria tomado posse do corpo de Ju-
das que,tendo comido o pão saiu depressa para entregar o Messias aos Judeus.
Judas teria,então,se encontrado com os sacerdotes e pedido dinheiro como
recompensa para entregar Jesus. No livro de Mateus,consta que lhe foram dadas
30 moedas de prata. Iscariotes aguardaria,pois,o momento mais oportuno para
denunciar o Nazareno.
Os Evangelhos contam que estava Jesus com seus discípulos no Monte Getsê-
mani quando Ele saiu para orar só. Em intensa agonia,clamava a Deus,pedindo
que, se possível,afastasse aquele cálice de seu destino,porém,que não fosse
como Ele queria,mas sim conforme a vontade de Deus. O Evangelho de Lucas con-
ta que,nesse momento,um anjo desceu do céu para lhe oferecer conforto e,em
vez de suor,Jesus transpirava gotas de sangue.
Por três vezes,ao retornar de sua oração, o Nazareno teria encontrado
seus discípulos dormindo,e os advertiu dizendo que o difícil momento estava
próximo,e o traidor já estava por vir. Foi quando Judeas apareceu acompanha-
do por escoltas armadas vindas da parte dos principais sacerdotes e anciões
do povo. Narram os evangelhos canônicos que Judas delatou Jesus dando-lhe um
beijo no rosto. Pedro,um dos apóstolos,sacou a sua espada e arrancou a ore-
lha de um dos servos de sumo sacerdote,mas Jesus o repreendeu,dizendo que
"todos os que lançam mão da espada,à espada perecerão". O Filho do homem te-
ria,então,realizado mais um milagre,colocando de volta a orelha do servo.En-
quanto os discípulos de Jesus fugiam,o nazareno era encaminhado até a casa
de Caifás,onde o aguardavam escribas e anciões (o Evangelho de João conta
que Ele teria sido levado,antes,à presença de Anás, sogro de Caifás). Lá Je-
sus foi condenado por blasfêmia,sendo,inclusive,cuspido e esbofeteado.
Ocorreu que,quando Jesus foi levado até Caifás,pelos sacerdotes,Pedro o
havia seguido e permanecia no pátio,quando uma criada o apontou e o acusou de ser um dos que estavam com Jesus. Ele,por sua vez,negou dizendo:"Não sei
o que dizes". Por mais duas vezes,Pedro foi acusado e reafirmou que não co-nhecia Jesus. E imediatamente o galo cantou. Lucas narra que esse foi o mo-
mento em que o Messias fixou os olhos em Pedro que se lembrou do que o Mes-
tre havia lhe dito. Pedro,então,chorou amargamente.
a tradição cristã diz que Judas teria se arrependido de ter delatado
Jesus. Preferiu,então,devolver as moedas,mas os sacerdotes não as aceitaram.
Atirando-as ao chão,Judas se retirou e foi enforcar-se. Com o dinheiro,os sacerdotes resolveram construir um cemitério para forasteiros em um local
chamado Campo do Oleiro. Por este motivo,o lugar ficou conhecido como Campo
de Sangue.

O Martírio de Cristo

Segundo os evangelhos canõnicos,na véspera de sua morte,jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos em um lugar reservado, ato que ficou conhecido co-mo Última Ceia.Esta foi a última refeição compartilhada por Jesus com os apóstolos antes de sua crucificação,morte e ressurreição. O rito é inter-pretado até hoje pela tradição cristã como estabelecimento da Eucaristia, sacramento em que o pão e o vinho são convertidos no corpo e sangue de jesus.Segundo os evangelhos,sentando-se à mesa com seus discípulos,Jesus tomou o pão e, após abençoá-lo,o partiu e deu aos 12 homens que ali esta-vam, dizendo:"Este é o meu corpo". de maneira semelhante,tomou um cálice de vinho - conhecido posteriormente como Santo Graal - e falou: "Este é o meu sangue da novaaliança,derramado para a remissão de pecedos em favor de mui-tos".
Contam os Evangelhos que,tendo jesus terminado a ceia,levantou-se,tirou
a vestimenta de cima,pegou uma toalha e envolveu-se nela. depois,colocou água em uma bacia e pôs-se a lavar os pés dos discípulos,enxugando-os com a toalha. Mas Pedro não entendeu a iniciativa de Jesus,afirmando que jamais seu Mestre deveria se humilhar daquela maneira. Mas o Messias respondeu que,por enquanto,nada compreenderiam daquele ato,somente quando chegasse o momento certo.Ouvindo aquilo,Pedro pediu ao Mestre que lavasse,também sua cabeça e suas mãos. No entanto,Jesus declarou que não era necessário que os
lavasse,pois os apóstolos já estavam limpos,uma vez que haviam se banhado.E
acrescentou: "Ora,vos estais limpos,mas não todos". Esta passagem mostra que
o Nazareno já sabia, entre os 12,quem era o traidor.
Para muitos estudiosos,a instrução seguinte de Jesus aos discípulos é tida como um dos pontos centrais deste episódio.A lição que o chamado Fi-lho de Deus deixou aos seus diz respeito à humildade dos homens em relação
aos semelhantes. Após ter lavado os pés dos apóstolos, Jesus disse a eles
que do mesmo modo deveriam proceder uns com os outros,uma vez que Ele dera o
exemplo,e que o servo não é maior do que seu senhor,tampouco é o enviado maior do que aquele que o enviou.
Disse o Nazareno a seus discípulos que todos se escandalizariam com Ele
porque assim estava escrito. Então,Pedro afirmou a Jesus que,para ele,o Mes-tre nunca seria tropeço. Ao que o Messias respondeu: "Nesta mesma noite,an-tes que o galo cante,tu me negarás três vezes".

A s Parábolas - os ensinamentos de Jesus

01.O Joio e o Trigo (Mt13:24-30;36-43)
02.a Ovelha Perdida (Mt18:12-14;Lc15:4-7)
03.O Credor Incompassivo (Mt18:23-35)
04.Os Trabalhadores da vinha (Mt20:1-16)
05.Dai a César o que é de César (Mt22:15-22;Mc12:13-17;Lc20:19-26)
06.O Juízo Final (Mt25:31-46)
07.O Bom Samaritano (Lc10:30-37)
08.O Rico Insensato (Lc12:16-21)
09.A Porta Estreita (Lc13:24-30)
10.O Filho Pródigo (Lc15:11-32)
11.O Sermão da Montanha (Mt5:3-11)
12.O Rico e o Lázaro (Lc16:19-31)
13.A Mulher Adúltera (Jo8:1-11)

Os Milagres de Jesus

Quanto aos milagres de Jesus,citarei apenas o livros,os capítulos e os respectivos versículos:
01.A Pesca Maravilhosa (Mt4:18-22; MC1:16-20; Lc5:1-11).
02.A Primeira Tempestade Acalmada (Mt8:23-27; Mc4:35-41; Lc8:22-25).
03.A Multiplicação dos Pães (Mt14:13-21; Mc6:30-44; Lc9:1017; Jo6:1-15)
04.Jesus Caminha sobre as Águas (Mt14:22-23; Mc6:45-52; Jo6:16-21).
05.Transformação da Água em Vinho (jo2:1-12)
06.Cura de um Paralítico em Betesda (Jo5:1-18)
07.Cura de um Cego de Nescença (Jo9:1-39)
08.A Ressurreição de Lázaro (Jo11:1-46)

sábado, 27 de março de 2010

Os 12 Apóstolos: 2ª Parte

7.Bartolomeu - Nascido em Caná, na Galileia, apesar de os evangelhos de
Mateus, Marcos, Lucas e João re referirem a ele como um dos 12 apóstolos,não
há muitas informações acerca de suas atividades como tal. Embora tenha sido conhecido como Bartolomeu segundo os Evangelhos sinóticos,o livro de João se
refere a ele como Natanael. Segundo os textos canônicos, Bartolomeu foi apre-sentado a Jesus pelo provével irmão Filipe, e logo depois se teria se tornado um de seus discípulos.Grande parte de suas atividades,no entanto, é conheci-da por meio de obras apócrifas, como a Pregação de São Bartolomeu de Oásis, o Evangelho de Bartolomeu e a Pregação de Santo André e São Bartolomeu. Conta-se que o apóstolo realizava suas pregações segundo o evangelho heré-tico de Matias. Tais textos,no entanto,podem ter sido escritos pelo próprio Bartolomeu.Segundo uma tradição armênia, o apóstolo teria pregado na Índia, sendo que ali converteu muitas pessoas. Então, seguiu ruma Ármênia Maior e lá teria convertido o rei Polímio e sua esposa, além de muitos homens em di-versascidades. O ocorrido teria provocado a ira dos sacerdotes locais que,por meio do irmão de polímio, ordenaram a decapi-tação do apóstolo. Já outra tradições afirmam que o Bartolomeu foi punido com o martírio da cruci-ficação,mas de cabeça para baixo. É festejado pelos católicos em 24 de agosto.

8.Tomé - Tido como terceiro apóstolo mais velho do grupo,Tomé também foi cha
mado de Judas Tomé, Dídimo ou Gêmeo(tanto no aramaico,Te'oma, como no grego
Didymos, seu nome quer dizer "gêmeo").Entre todos os evangelhos,o que lhe dá mais destaque é João. O livro conta,por exemplo,que foi Tomé quem pergun-tou a Jesus,na última Ceia,sobre qual caminho conduziria ao Pai, ao que Jesus lhe respondeu: "Eu sou o caminho,a verdade e a vida"(Jo 14:6). Sabe-se, também,segundo os textos bíblicos que Tomé,estando ausente na ocasião em que jesus apareceu aos discípulos,duvidou da ressurreição do Messias e exigiu deles provas do ocorrido.Foi quando Jesus ressurgiu e lhe pediu que tocasse suas feridas.
Segundo o bispo Eusébio de Cesareia, do século 4º,Tomé teria evangeli
zado na pátria, estendendo sua missão apostólica à Índia e à Pérsia,lugares
onde ficou conhecido como o fundador da Igrja dos Cristãos de São Tomé. Al-
gumas tradições acreditam que o apóstolo tenha sido martirizado na cidade de
Madras(Índia),mais precisamente pelo rei Milapura,onde se localizam o monte e a catedral que levam seu nome,esta última,provável local de seu sepulta-mento. Outros historiadores afirmam que Tomé morreu atingido por flechadas enquanto orava.As relíquias do apóstolo teriam sida levadas para a Síria e, posteriormente,para o Ocidente,onde permanecem preservadas na Itália. Sua festa votiva é comemorada no dia 3 de julho.

9.Levi Mateus - autor do primeiro dos evengelhos sinóticos,também era cha-mado de Levi. Fariseu e oficial de menos categoria,era cobrador de impos-
tos,uma das classes mais odiadas na época de Cristo, fato que talvez indi-casse que Jesus busvava a salvação de todos.
As informações sobre sua vida são escassas e cercadas de incertezas. Depois
do Pentecoste, o que se sabe sobre Mateus concentra-se,basicamente,no Evan-
gelho que o discípulo redigiu de maneira arcaica,em aramaico. O livro conta
que,quando Mateus estava sentado em sua coletoria,Jesus o chamou e ordenou
que o seguisse. O Evangelho acrescenta,inclusive,que Jesus se sentou à mesa
com os cobradores de impostos associados a Mateus e,ao ser questionado pelos
fariseus do motivo que O levara a proceder de tal maneira,respondeu:"Eu não
vim chamar justos, e sim,pecadores ao arrependimento"(Mt 9:13).
Dizem as tradições que Mateus teria pregado na Judeia,Etiópia e Pérsia.
Sobre sua morte,acredita-se que tenha sido,decapitado e queimado na Etiópia,
sendo que suas reliquias seguiram para Paestum e,depois,para a cidade ita-
liana de Salerno. A igrja grega celebra sua festa em 16 de novembro, enquan-to a romana comemora o evento em 21 de setembro.

10.Judas Tadeu - Trata-se de um dos apóstolos mais difíceis de ser identificado,uma vez que o Novo Testamento menciona três discípulos com o
mesmo nome: juda iscariotes,Judas,o irmão de Jesus, e Judas,o galileu. Nos
livros de Mateus e Marcos,é encontrado com o nome de Tadeu enquanto Lucas o
menciona como Judas,filho de Tiago, e João o cita como Judas,não o Iscario-tes,provavelmente para diferenciá-lo do discípulo traidos.
A tradição católica sustenta que o apóstolo seria agricultor e filho de
Alfeu ou Cleofas,que era irmão de São José - pai de Jesus. Dde acordo com esta informação,Judas Tadeu seria primo-irmão de Jesus por parte de pai.Con-
forme o documento apócrifo de Atos de Simão e Judas,após o Pentecostes,Judas
Tadeu evangelizou na Síria,Mesopotâmia e Armênia,e,junto a Simão Zelote, te-
ria pregado,também,nas províncias da Pérsia.
As informações acerca da morte do apóstolo são incertas. Algumas tradi-
ções afirmam que Judas Tadeu foi assassinado por mágicos a paulada e pedra-
das na cidade de Sunir,na Pérsia. Segundo São Jerônimo,ambos morreram a du-
ros golpes de machado desferidos por sacerdotes ao se recusarem a adorar a
deusa local. Por esse motivo, na igreja Ocidental,as festas votivas de Tadeu
e Zelote são celebradas juntas em 28 de outubro,diferentemente da Igreja Or-
todoxa Grega,que diferencia Judas Tadeu,comemorando Judas,irmão de Jesus,no
dia 19 de junho, e Tadeu,o apóstolo,em 21 de agosto. Suas relíquias estão
preservadas em Roma,na Basílica de São Pedro.

11.Simão - Simão está entre os mais desconhecidos dos apóstolos. Nos textos bíblicos,pouco se sabe a respeito dos discípulos,senão que seu nome deriva
de Simeão,que significa "ouvido de Deus". Nos livros de mateus e Marcos,consta que ele ganhou o sobrenome Zelote,provavelmente para diferen-
ciá-lo de Pedro,que também se chamava Simão. Zelote é uma palavra grega que
quer dizer"zeloso".
Acredita-se que Simão teria cumprido sua missão apostólica na Palesti-
na,Egito,percorrendo,também,regiões da Espanha,Bretanha,Mesopatâmia e Síria,
para depois, unir-se aos companheiros na Pérsia.
Sobe sua morte,há hontes que afirmam que o apóstolo teria falecido na Pérsia,na época do império de Trajano,já com a idade avançada de 120 anos.
Comemora-se sua festa votiva em 28 de outubro.

12.Judas Iscariotes - Nascido em Kerioth,judeia,Judas Iscariotes é um
dos mais conhecidos apóstolos de Jesus,e não sem razão. Ele é tido,conforme
os evangelhos canônicos,como aquele que traiu o Messias,entregando-o à cru-
cificação com um gesto que ficou conhecido como "beijo de Judas".A delata-
ção foi feita em troca de 30 moedas de prata.
Seu nome virou até substantivo. em dicionários de português,espanhol,
inglês,francês,italiano e alemão,significa "traidor!. Até os dias de hoje,
em diversos países,judas vem sendo castigado de maneira impiedosa em praça
pública,assumindo,a cada sábado de aleluia,a figura de políticos corruptos,
delatores,tiranos e outros responsáveis pelo pior que tiver acontecido na-
quele ano.
conforme narrado nos textos bíblicos,após presenciar o martírio de Je-
sus,Judas teria se arrependido e arremessado aos sacerdotes a quantia paga
pela delação. Então,tomado pelo remorso,se suicidou enforcando-se em uma figueira.

13.Matias - Matias é o apóstolo sobre quem menos se tem informação. O 13º apóstolo não foi escolhido por Jesus,mas,sim,sorteado por Pedro para
substituir Judas Iscariotes após o suicídio do traidor.
Segundo o Evangelho de Atos dos apóstolos,ao fazer a escolha,Pedro le-
vou em consideração certas características,como ser testemunha da ressurrei-
ção de Cristo e conhecer Jesus,começando pelo batismo de João até o dia em
que Cristo entregou o seu espírito a Deus. Ocorreu que dois homens se en-
caixavam nos quesitos exigidos: José,também chamado de Justo,e Matias. Por
meio de um sorteio,a escolha recaiu sobre Matias.
Os textos bíblicos nada informam acerca do ministério desse apóstolo. Sabe-se que Matias contribuiu para o estabelecimento dos fundamentos do
cristianismo egípcio,ajudando a criar aquilo que veio a ser o gnosticismo -
uma vertente mística cristã. Acredita-se que tenha sido martirizado e deca-pitado na Pérsia por ordem do Sinédrio. Sua festa votiva é celebrada em 24
de fevereiro.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Os 12 Apóstolos: 1ª Parte

Os nomes dos 12 apóstolos aparecem como um grupo fixo listado em Mateus 10:2-4,Marcos 3:13-19 e Lucas 6:12-16, com sútis diferenças. Aparentemente, Tadeu também é mencionado como Judas, filho de Tiago. Já Simão Zelote é também citado como Simão,o cananeu. Sabe-se,ainda,que uma grande parte de-les pertencia à região de Cafarnaum e que entre os 12 estavam pessoas de diferentes classes sociais e graus de instrução, desde pescadores até cole-tores de impostos. Na maior parte dos casos, são atribuídas aos apóstolos mortes violentas em função do testemunho que deram.Segundo os textos bíbli-cos,após a morte de Judas, tornou-se necessário selecio-nar um substituto para repor o número original de apóstolos. Dessa maneira,conforme
pensavam os discípulos,as Escrituras seriam cumpridas e a vontade de Deus se manifes-taria. A sorte apontou Matias, um dos seguidores que acompanhou o ministério de Cris-to e que podia dar testemunho da sua ressurreição. Matias tornou-se, assim, o 13 apóstolo.
Saiba quem foram os 12 apóstolos:

01.André - No Novo Testamento, André ocupa posição entre os apóstolos mais importantes,junto a Pedro,Simão e Tiago. Foi ele a quem Jesus se referiu ao dizer:"Pescador de Homens". Antes de seguir Cristo,André foi discípulo de João Batista,que o conduziu até o Messias. Foi quando conheceu Jesus e se tornou o seu primeiro discípu-lo.De acordo com os Atos de André,documento aprócrifo escrito por volta do ano 260,o apóstolo teria pregado em Epiro, Bitnia,Cítia e Danúbio, entre outros locais do Oriente Médio. O documento afirma ainda,que o apóstolo teria sofrido seu martírio atado em uma cruz em forma de "X", que ficou conhecida como "Cruz de Santo André".Hoje,André é tido como Padroeiro da Escócia e da Rússia,e,de acordo com o calendário católico, sua festa votiva é comemorada no dia 30 de novembro.

02.Pedro - Alguns teólogos se referam a Pedro como "príncipe dos apósto-los". Também chamado de Simão,era irmão mais velho do apóstolo André e fi-lho de Jonas e Maria.Conta o Novo Testamento que este pescador nascido em Betsaida,Cafarnaum, era simples e rude, e conheceu Jesus por intermédio do irmão André que,em certa ocasião, contou que havia conhecido o Messias e o conduziu até Ele. Quando o Nazareno olhou para Pedro disse: "Tu és Simão,o foi o primeiro apóstolo a negar Jesus. Segundo os evangelhos de Mateus,Marcos,Lucas e João, no momento da prisão de Cris-to,Pedro,ao ser apontado co-mo um dos discípulos do Messias, se acovarda e o negou três vezes. Após o ocorrido, conta-se que ele teria chorado amar-gamente.Por volta do ano 64/65, durante a perseguição ao cristianismo,Pedro acabou por confessar sua fé em Jesus,sendo preso por ordem do rei Agripa I e conduzido à Roma,onde fundou a Igreja Católica Romana,ainda no reinado de Nero. Ali,o apóstolo soube de sua sentença de morte - a crucificação -,porém,como pen-sava não ser digno de morrer como seu Mestre,pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. O apóstolo é considerado,segundo a tradição católi-ca,o primeiro Papa.

03.João -Conhecido como o discípulo amado de jesus,João é descrito no Evan-gelho de Marcos como filho de Zebedeu e irmão de Tiago. Também era pescador
e foi um dos que deixou para trás tudo o que possuia para seguir Cristo. Acredita-se que João foi um dos discípulos mais íntimos de jesus,ao lado de
pedro e André, uma vez que esteve presente em diversos milagres, como a res-
surreição da filha de Jairo e a transfiguração de Cristo. especulá-se, in-
clusive,que João era primo do Messias,pois,segundo sugere o evangelho de João, sua mãe Salomé era irmã de Maria, mãe de Jesus. Foi o único apóstolo
que acompanhou os últimos momentos de cristo durante a crucificação,ocasião
em que o mestre entregou a mãe aos seus cuidados(Jo 19:26-27).
A causa da morte de João não é clara. Alguns historiadores acreditam que o apóstolo teria morrido jovem,perseguido por herodes Agripa e sofrido o
seu martírio junto ao irmão Tiago. Já Irineu,bispo de Lyon no fim do século
2, escreveu que João viveu até a época de trajano, que reinou de 98 a 117,o
que o colocaria como o último sobrevivente entre os apóstolos e,provavelmen-
te, o único a morrer por causas naturais, já em idadeavançada. Outros estu-
diosos afirmam que João ficou exilado na Ilha de Patmos, no Mar Egeu,após ter sido preso na perseguição de Domiciano(81-96). na Ilha,ele teria escrito
o livro de Apocalipse,também chamado de Revelação.Autor também do último dos evangelhos canônicos e das Epístolas,três cartas dirigidas aos cris-tãos,sua festa votiva é celebrada no dia 27 de dezembro.

04.Tiago Maior - Conhecido como apóstolo ambicioso, Tiago era chamado Maior
pelos discípulos de cristo para diferenciá-lo de outro Tiago que andava en-tre eles,primo consanguíneo de Jesus, era irmão do apóstolo João e filho de Zebedeu e Maria Salomé.
Após a ascensão de Jesus,Tiago realizou diversas pregações em Jerusa-lém e por toda a Palestina. Contam as tradições que ele teria ido, também,à
Espanha,onde passou seis anos e,ao retornar à Palestina,teria se tornado o
primeiro bispo de Jerusalém, local em que se dedicou à conversão dos judeus
e liderou sua igreja entre 42 e 62. De acordo com Isidoro de Sevilha em seu
livro de Vita Et obitu(Vida e Morte dos Santos), Tiago foi o primeiro even-
gelizador da Espanha e tornoú-se, também patrono do país.
Conforme narrado no livro de Atos, Tiago morreu decapitado por ordem do
rei Agripa. O fato teria acontecido durante uma perseguição aos cristãos em
Jerusalém no ano de 42. Algumas tradições sustentam que o corpo do apóstolo
teria sido sepultado em Jerusalém. Já outras fontes afirmam que o túmulo de
Tiago está na Espanha, paísd em que o sepulcro teria sido descoberto pelo
bispo Teodomiro de Iria por volta de 813. Sua festa votiva é celebrada em 25 de julho.

5.Tiago Menos - Nos Evangelhos,há apenas referências passageiras a res-peito desse apóstolo. Também chamado de "O Desconhecido", é mencionado no livro de Marcos como Tiago Menor, para diferenciá-lo do irmão de João,de
mesmo nome.
Alguns estudiosos concluem que Tiago era irmão de Mateus,visto que,de
acordo com referências bíblicas, o pai de Mateus também se chamava Alfeu.Se,
de fato, as duas denominações se referam à mesma pessoa, pode-se dizer que
ele tenha sido primo de Jesus. Outros referem-se a ele como irmão de Jesus,
fato que, até hoje, gera polêmica. Há comentaristas bíblicos que creem que
havia em Tiago Menor uma semelhança física com Jesus, fato que explicaria a necessidade de Judas identificar o Mestre com um beijo na ocasião da trai-ção.
Não há informações concretas a respeito de sua missão apostólica e mor-
te. Algumas tradições sustentam que teria sido crucificado na Pérsia. Já ou-
tros historiadores afirmam que o apóstolo foi apedrejado e pisoteado até a morte por ordem do Sinédrio, durante uma perseguição aos cristãos na Pales-tina, em 62. Sua festa é comemorada no dia 3 de maio.

6.Filipe - Muito pouco é sabido a respeito desse apóstolo.Os textos ca-nônicos mencionam Filipe poucas vezes,sendo que o livro de João é o que ofe-
rece mais informações sobre ele. O Evangelho narra que Filipe teria encon-
trado Jesus pela primeira vez no Rio Jordão, em Betânia, ocasião em que per-
dera o pai. Também consta que no livro que filipe teria apresentado a Jesus Bartolomeu, que posteriormente, também viria a ser um dos apóstolos.
a Igreja católica tem preservado muitas lendas e tradições acerca de sua morte, bem como de seu ministério. Algumas delas contam que Filipe teria
pregado na França. Outras que o apóstolo propagou os ensinamentos de Cristo na Rússia, na Índia e na Ásia Menor. Há correntes que sustentam que ele te-
ria seguido rumo à Grécia com suas quatro filhas profetizas, com as quais teria vivido em Hierápolis, região onde morreu crucificado de cabeça para
baixo, aos 87 anos, no reinado do Imperador Domiciano. Nenhuma dessas infor-
mações, no entanto, pode ser comprovada. Sua festa votiva é em 1º de maio.

Da Infância à Juventude

pouco é sabido sobre a infância de Jesus. Entre seu nascimento e ministério há um vácuo de 30 anos que deixa muitos aspectos de Sua vida em aberto. A única refe-rência ao assunto é feita em Lucas, ao mencionar que Jesus "cresceu em sabedoria, es-
tatura e graça diante de Deus e dos homens" (Lucas 2:52). Durante esse perído,sabe-se
que o Nazareno passou seus dias na Galileia.Contam os Evangelhos que também teria vi-
sitado o Egito, na ocasião da fuga de seus pais do massacre dos inocentes ordenado pelo rei Herodes,e ali teriam permanecido até a morte do rei,quando foram morar em Nazaré.
Nada de relevante sobre o Jesus criança nos Evangelhos,exceto o episódio do tem-
plo em que, durante uma visita a Jerusalém para celebrar a Pesach(Páscoa judaica), o
garoto se soltou dos pais e foi encontrado debatendo com alguns doutores do templo. O
livro de Lucas conta que seus pais teriam ficado impressionados com a sabedoria do menino. Ao repreendê-lo, Maria recebeu a seguinte resposta: "Por que me procuravas?Não sabias que eu estava na casa de meu Pai?". Esta passagem sugere que Jesus, em sua juventude foi um campon~es palestino que deve ter tido seus momentos de rebeldia.
Os livro apócrifos narram alguns fatos curiosos sobre o pequeno Jesus. Conta-se
que estava ele brincando com outros meninos na beira de um riacho que, devido a chu-vas recentes, havia aumentado muito a volume de águas. Jesus,então,fez um desvio para
que a água escorresse por um terreno íngreme. Com o barro, modelou sete barragens por
onde passava a água turva do riacho,que,com um gesto de Jesus ficavam cristalinas. Assim se entretinha Ele com seus amigos quando um garoto, por inveja,fechou as barra-
gens,rompendo alguns diques de barro.Então,jesus, irritado,disse: "Filho de Satanás!
Como te atreves a desfazer o que acabo de construir?" E imediatamente o garoto caiu morto.
A verdade é que Jesus só se tornou conhecido no início de Seu ministério.E é compreensível que não se tenha nada a respeito de Sua infância e adolescência, uma vez que Ele teria levado uma vida de poucos recursos e em uma vila praticamente des-conhecida na época, que era Jerusalém.
Nem mesmo sobre sua profissão é possível precisar algo.Sendo Jesus o primogêni-to,é propável que exercesse o ofício de carpinteiro,assim como seu pai,José. Marcos o
caracteriza como carpinteiro(Mc 6:3).Já Mateus o define como o filho do carpinteiro.É
provável que Mateus tenha tido a intenção de corrigir Marcos nesse ponto.Alguns his-
toriadores discutem se Jesus teria sido carpinteiro ou marceneiro e, ainda, quais ta-refas caberiam a cada profissão na época. Há quem acredite que a família do Nazareno ocupava-se do trabalho na terra,algo provavelmente comum em uma aldeia como Nazaré.
Também não se sabe se Jesus chegou a se casar. Não se pode afirmar que Ele tenha
preferido abdicar de uma união matrimonial em função de sua vida itinerante.Conforme
sugereMartin Forward em seu livro Jesus,uma Pequena Biografia, levando em considera-
ção que sua vocação tenha surgido talvez na casa dos 20 anos, é facilmente aceitável
que, antes disso, Jesus possa ter se casado.
A duração do ministério de Jesus é outro dado incerto. Livro de João narra pelo
menos três festas de Páscoa e deixa no ar uma quarta,o que significa que Jesus tenha
levado uma vida de atividades missionárias por três anos. Já os Evangelhos sinóticos
citam apenas uma festa de Páscoa, o que faz supor que o ministério do Messias tenha
durado alguns meses ou um ano.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Nascimento de Jesus

Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus nasceu em Belém da Judeia "nos dias do rei Herodes". Conta o Evangelho que Maria ficou grávida por obra do Espírito Santo e que José decidiu deixá-la ao saber do ocorrido, uma vez que não queria difamar o nome
da esposa. Porém, não o fez, pois, em sonho, um anjo teria apareceido a José e lhe explicado que se tratava de um acontecimento divino."Eis que a virgem conceberá e da-
rá à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel - que significa "Deus co-
nosco"(Mateus 2:23). De acordo com o livro sinótico, o menino Jesus teria recebido a visita de magos do oriente que, conduzidos por uma estrela, vieram adorar a criança, entregando-lhe ouro, incenso e mirra.
Já Lucas apresenta algumas diferenças. O livro acrescenta que uma ordem do imperador César Augusto para responder a um censo - provavelmente o de Quirino - fez que
José e Maria deixassem o lar - até então, em Nazaré - rumo à Belém, cidade em que nascera o rei Davi. Aconteceu que, completando os dias de gestação, Maria teria dado à luz o filho primogênito no pátio de uma hospedaria. No entanto, em vez da estrela que guia os reis magos, o Evangelho de Lucas narra que um anjo fez o anúncio sobre o nascimento do menino a pastores da região, que se dirigiram ao local.
No que concerne ao nascimento de Jesus, é possível buscar uma base histórica que contribua para esclarecer algumas passagens narradas pelos livros sinóticos. A
estrela de Belém, que teria guiado os magos até o local do nascimento de Jesus, po-
deria ser o resultado de dois acontecimentos. Observou-se que houve, no ano 7 a.C, uma conjunção de Júpiter e Saturno no signo de Peixes que pôde ser observada três vezes naquele período. Já os astrólogos chineses afirmam que um cometa foi visível em março do ano 5 a.C e, também, em abril do ano 4 a.C.
O dia do nascimento de Jesus permanece uma incógnita em função das muitas histórias, lendas, profecias e achados históricos inexatos disponíveis. Sabe-se somente que a Igreja estabeleceu, no ano de 525, o dia 25 de dezembro para celebrar
O nascimento do Messias. Se Jesus chegou ao mundo em uma gruta nas proximidades de Belém - como ditam alguns documentos apócrifos - ou se, de fato, nasceu em uma manjedoura no pátio de uma hospedaria da cidade é imposssível saber ao certo.

A Família de Jesus

Segundo os Evangelhos Canônicos, Maria, mãe de Jesus, seria descendente direto do rei Davi, líder popular e soberano de Israel. As escrituras afirmam, também, que Maria e José compartilhavam a vida juntos e que José seria o pai terreno de Jesus.
Já os evangelhos apócrifos afirmam que José teria recebido Maria ainda na adolescência, em um santuário em Jerusalém, para o qual a jovem fora encaminhada pelos pais aos 3 anos de idade. Segundo a tradição da época, ao completar 12 anos, as meninas que viviam no templo deveriam retornar às suas casas para serem entregues ao casamento. José teria sido o escolhido por Deus, entre todos os viúvos, para receber
a virgem conforme narrado nos apócrifos. Maria perdera os pais no quinto ano de vida.
Isso explicaria a ausência dos avós de Jesus nos textos bíblicos, salvo raras exceções. Grande parte dos estudiosos no entanto, não aceita a hipótese do casamento arranjado, considerando a real união de Maria e José.
O evangelho de Mateus sugere que Jesus teria irmãos: "Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?Não vi-
vem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isso?"(Mateus 13:55-56).
Com relação a esta citação, a tradição católica afirma que a passagem trata de refe-
rências a primos e pessoas próximas. Há registros que concluem que José, considerado
viúvo, tinha seis filhos e, quando partiu com Maria rumo a Nazaré, teria levado com ele Tiago e Simão. Outros sustentam que, após o nascimento de Jesus, Maria teria dado à luz mais filhos, tidos como irmãos do Nazareno. Já na posição da Igreja Cató-
lica Apostólica Romana, os irmãos de Jesus eram, na verdade, primos, sendo que Maria e José permaneceriam virgens para sempre.
As muitas interpretações acerca do tema podem estar relacionadas à generalização
na tradução das escrituras. A palavra grega adelphos, utilizada em passagens dos livros bíblicos, pode se referir a qualquer relacionamento familiar, como primo, por
exemplo. Em algumas versões, no entanto, teria sido traduzida como "irmão".

O Homem de Nazaré

Ao longo dos anos, Sua vida tem inspirado mais discussões do que qualquer rei ou
líder na face da Terra. Sabe-se que, desde tempos remotos, Sua divindade, identidade e atividade têm sido arduamente debatidas por estudiosos em busca de encontrar algum registro histórico nos entremeios da ciência e da religião. Acima de qualquer dúvida,
Jesus é o personagem mais analisado, estudado e debatido da história da humanidade. Mas quem, de fato, foi o homem a quem chamaram Jesus de Nazaré? Quando nasceu, de que
maneira viveu e como se tornou o personagem mais extraordinário que o mundo já viu? O
sinuoso caminho para essas respostas é, também, espinhoso e repleto de incertezas.
Pela carência de informações, grande parte dos estudos acerca do Jesus histórico
está concentrada nos escritos dos quatro Evangelhos Canônicos, além das obras históricas dos primeiros séculos da Era Cristã e dos poucos documentos da arqueologia bíblica que procuram reconstituir a época em que viveu o Nazareno.
A maioria dos estudiosos e críticos bíblicos aceita que Jesus viveu na Galileia e que era judeu. Também acredita que fora batizado por João Batista e que sofreu o martírio da crucificação por ordem do imperador Pôncio Pilatos. No entanto,com relação à cronologia da vida de Cristo, bem como à sua formação religiosa e classe social à qual pertencia, mas apenas a referências pouco precisas, das quais não se pode atestar a veracidade.
Essa falta de evidências acaba por deixar muitas lacunas a respeito da vida de Jesus. Em primeiro lugar, com relação aos Evangelhos do Novo Testamento, sabe-se que
foram escritos por mãos cristãs e que, portanto, podem estar sujeitos à fé de quem os redigiu. Outro desafio enfrentado pelos estudiosos é a dúvida sobre se tais livros foram escritos pelos apóstolos ou mesmo por testemunhas oculares. A falta de exatidão e, inclusive, as informações contraditórias nas narrativas dos livros canô-
nicos são outros fatores que não permitem precisar, mas somente chegar relativamente próximo do que realmente aconteceu.
Na busca pela reconstituição dos fatos históricos sobre a vida de Jesus,os evangelhos apócrifos podem oferecer informações importantes. Muitos estudiosos reconhecem
como autênticos os dados contidos nos evangelhos apócrifos de Maria Madalena, Tomé e Judas. Alguns deles são baseados em fontes derivadas de outro material evangélico, talvez mais antigo que os próprios livros canônicos. Entretanto, a maneira extrava-
gante e fantasiosa com que são narrados muitas vezes, dificulta a credibilidade de tais livros, tornando esse trabalho ainda mais didícil. É preciso lembrar, no entanto, que, embora as fontes diretas sobre a vida de Jesus sejam escassas, esses materiais têm muito a revelar sobre a história do Homem de Nazaré.(texto de Priscilla Sipans)