Quando falamos em salvação deve-se levar em conta, três aspectos: a justificação, a regeneração e a santificação.
A)Definindo os termos antes usados, podemos dizer que justificação é um ato de Deus pelo qual Ele declara justo aquele que crê em Cristo. Diz-se que o homem está justificado aos olhos de Deus quando, no sofrimento de Deus, ele é considerado justo, e é aceito por causa de sua justiça...
Assim, a justificação é uma aceitação com a qual Deus nos recebe em seu favor como se fôssemos justos; e dizemos que esta justificação consiste no perdão dos pecados e na imputação da justiça de Cristo.
A justificação é um ato declarativo. Não é algo operado no homem, mas sim algo declarado a respeito do homem. Vejamos o que está envolvido na justificação:
1.A Remissão da Pena:
A pena para o pecado é a morte espiritual, física e eterna(Gn 2:16-17; Rm 5:12-14;6:23). Se o homem for ser salvo, esta pena terá que ser removida primeiro. Foi removida pela morte de Cristo e é na morte de Cristo, que sofreu o castigo de nossos pecados em seu próprio corpo na madeiro(Is 53:5-6; I Pe 2:24). Como Cristo sofreu o castigo do homem pelo pecado, Deus agora o revoga no caso dos que creem em Cristo(At 13:38-39; Rm 8:1,33-34; 2 Co 5:21).
2.Restauração ao Favor:
"Um criminoso que foi perdoado pode ser restaurado a seus direitos civis, se o castigo revogado envolver a perda deles, mas não está reconciliado à sociedade. Não está restaurado ao favor. A justificação, no entanto, assegura a restauração ao favor e à comunhão de Deus. Tornamo-nos filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo(Gl 3:26).
3.A Imputação da Justiça:
O pecador precisa não apenas ser perdoado por ses pecados passados, mas também receber uma justiça positiva antes de poder ter comunhão com Deus.
A pessoa justificada tem seus pecados perdoados e a pena de seus pecados revogada; foi também restaurada ao favor de Deus pela imputação da justiça de Cristo. Vejamos, portanto:
A.Os métodos de Justificação
a)Não é pelas obras da lei - ninguém conseguiu e nem pode fazer isso. Paulo declara que pelas obras da lei ninguém é justificado diante Dele(Rm 3:20; Gl 2:16). a lei só serve para revelar o pecado(Rm 3:20;7:7) e para impedir a alma condenada a fugir para Cristo(Gl 3:24). Os homens não são salvos por "fazerem o melhor que podem", mas são salvos por crerem no Senhor Jesus Cristo(Mt 7:12).
b)É pela graça - a fonte de nossa justificação é a graça de Deus(Rm 3:24; Tt 3:7). A justificação se origina no coração de Deus.
c)É pelo sangue de Cristo - já vimos que somos justificados pela graça, mas em Romanos 5:9, lemos que "logo, muito mais agora, sendo justificados pelo sangue, seremos por ele salvos da ira, e em Hb 7:22: "com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." Isto estabelece a base para nossa justificação.
Na justificação nossos pecados não são desculpados mas punidos na pessoa de Cristo, nosso Substituto.
A ressurreição de Cristo é uma prova de que Sua morte na cruz satisfez às exigências de Deus contra nós(Rm 4:25).
d)É pela fé - Rm 5:1 diz: "justificados pois mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." Em Gl 2:16 declara que "o homem não é justificado por obras da lei, e, sim, mediante a fé em Cristo Jesus." Não somos justificados por causa de nossa fé. Não é "para" a fé que somos justificados, mas sim, "pela" fé.
B)Definindo o termo regeneração, é que ela tem a finilidade de permitir reinar em vida, e diz-se que ela é a "justificação que dá vida"(Rm 5:17-18). Do lado divino, a mudança de coração é chamada de regeneração, de novo nascimento; do lado humanao, é chamada de conversão. Na regeneração, a alma é passiva; na conversão, é ativa. A regeneração envolve toda a alma, mas, no entanto, a regeneração não é uma mudança na substância da alma.
A Escritura declara repetidamente que o homem tem que ser regenerado antes de poder ver a Deus. Em seu estado natural, a humanidade não pode ter comunhão com Deus. E quando uma mudança moral é feita, no homem, pelo Espírito de Deus, este homem tem a experiência do novo nascimento e se transforma em Filho de Deus(Jo 1:12;3:3,5; I Jo 3:1).
Por natureza os homens são "filhos da ira"(Ef 2:3); "filhos da desobediência"(Ef 2:2); "filhos do mundo"(Lc 16:8), e "filhos do diabo"(I Jo 3;10, cf. Mt 13:38;23:15; At 13:10). Somente o novo nascimento pode produzir uma natureza santa dentro dos pecadores de modo a tornar possível a comunhão com Deus.
Mediante a regeneração, o pecador se torna filho de Deus, e portanto é introduzido na família divina, pela adoção, alguém que já está na posição de filho é colocado na posição de filho adulto. Não há dúvida que os crentes do Velho Testamento foram regenerados bem como justificaos(Jo 3:3,5,7; Lc 13:28; Rm 4:1-12); mas não tiveram a adoção. Vejamos alguns meios envolvidos na experiência da regeneração:
1 - A Vontade de Deus - somos nascidos da vontade de Deus(Jo 1:13). Tiago diz que: "Pois, segundo o seu poder, ele nos gerou pela palavra da vontade."(Tg 1:18).
2 - A morte e ressurreição de Cristo - precisamos nos lembrar de que o novo nascimento é condicionado à fé no Cristo crucificado(Jo 3:14-16); e qua a ressurreição de Cristo está igualmente envolvida em nossa regeneração(I Pe 1:3).
3 - A plavra de Deus - é necessário para a nossa regeneração(Tg 1:18). A nossa purificação é relacionada à Palavra. Deve-se explicar Tito 3:5, que a água não tem poder regenerador. Paulo havia gerado os coríntios mediante o Evangelho (I Co 4:15), mas havia balizado apenas alguns deles( I Co 1:14,16). Os doze discípulos em Éfeso haviam sido batizados quando Paulo foi até eles, e no entanto não estavam verdadeiramente salvos(At 19:3-5).
Zaqueu(Lc 19:9), o ladrão arrependido(Lc 23:42-430, e Cornélio(At 10:47) foram declarados salvos antes de terem sido batizados.
4 - Os Ministros da Palavra - sua contribuição, entretanto, consiste simplesmente da proclamação da verdade e do apelo a decisão por Cristo( I Co 4:15; Filemon 10; Cf. Gl 4:19; Is 66:8).
5 - O Espírito Santo - é o agente eficaz na regeneração(Jo 3:5-6; Tt 3:5). a verdade não constrange a vontade por si sá; além disso, o coração não regenerado odeia a verdade até ser trabalhado pelo Espírito Santo.
C)Definindo o termo, adoção que literalmente é colocar na posição de filho.
Esta doutrina é puramente paulina, e parece que Paulo considerava os crentes do Velho Testamento como "filhos" embora "de menor idade"; mas os crentes do N.T. , ele considerava tanto como "filhos adultos". As principais vantagens da filiação, segundo Paulo, sãp a libertação da lei(Gl 4;3-5) e a posse do Espírito Santo, o Espírito da Filiação(Gl 4:6).
O tempo da adoção é tríciple:
1 - Nos conselhos de Deus, foi um ato no passado eterno( Ef 1:5). Antes mesmo de começar a raça hebraica, sim, antas imafem de cristoação, Ele nos predestinou para esta posição(Hb 11:39-40).
2 - Na experiência pessoal ela se torna verdadeira para o crente na hora em que ele aceita a Jesus Cristo( Gl 3:26).
3.A percepção plena da filiação aguarda a vinda de Cristo. É naquela hora que a adoção será plenamente consumada( Rm 8: 23). Então nossos corpos. serão libertos da corrupção e da mortalidade e se tornarão semelhantes no corpo glorioso de cristo(Fp 3:20-21).
D) Definindo o termo, santificação é separação para Deus, imputação de Cristo como nossa santidade, purificação do mal moral e conformidade com a imagem de Cristo.
1 - Separação para Deus - ao separar-se para Deus, pressupõe separação da impureza. Ezequias ordenou aos levitas que purificassem a casa do Senhor, tirando a imundícia daquele santuário(2Cr 29:5,15-19).
Observamos vários casos de santificação: santificação do tabernáculo, do templo e todo o mobiliário e utensílios(Ex 40:10,11; Nm 7:1; 2Cr 7:16). Santificação da casa ou parte do campo (Lv 27:14,16).
Se o Pai santificou o Filho (Jo 10:36) e o Filho a Si mesmo santificou( Jo 17:19), os cristãos são santificados na hora de sua conversão (I Co 1:1-2; I Pe 1:1 e Hb 10:14).
A Bíblia relata que Jeremias foi santificado entes de nascer (Jr 1:5), e Paulo fala de ter sido separado desde o ventre de sua mãe (Gl 1:15).
2 - Imputação de Cristo como Nossa Santidade - isto também acompanha a imputação de Cristo como nossa justiça. Ele se tornou justiça e santificação para nós(I Co 1:30). Paulo diz que somos "santificados em Cristo Jesus"(2Co 1:2). Esta santidade é obtida mediante a fé em Cristo (At 26:18).
O crente é reconhecido como santo bem como justo por estar revestido com a santidade de Cristo. Todos os crentes são chamados de "santos" sem levar em consideração suas conquistas espirituais(Rm 1:7; ICo 1:2; Ef 1:1; Fp 1:1; Cl 1:1).
3 - Purificação do mal moral - isto nada mais é que outra forma de separação. Os sacerdotes se santificavam antes de se aproximar de Deus (Êx 19:22). O crente deve separar-se dos iníquos de modo geral(2Co 6:17-18), dos mestres e doutrinas falsos (@Tm 2:21; 2Jo 9:10), e de sua própria natureza má (Rm 6:11-12; Ef 4:22,25-32; Cl 3:5-9; 2Co 7:1; ITs 4:3,7).
4 - Conformidade com a Imagem de Cristo - vejamos algumas passagens que tratam desta fase da santificação.
Rm 8:19, "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que seja o primogénito entre muitos irmãos."
Gl 5:22-23, "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio."
Fp 1:6, "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus."
Tempo de Santificação
A santificação é posicional. No momento em que o homem crê em Cristo, é santificado.
Paulo declara que os coríntios haviam sido "santificados" (ICo 6:11), embora também declare que ainda eram "carnais" (ICo 3:3). Na segunda epístola aos Coríntios, Paulo insta com eles para aperfeiçoarem sua "santidade no temor de Deus"(2Co 7:1). Em Efésios, ele fala do "aperfeiçoamento dos santos"(Ef 4:12), e exorta-os a andarem "como convém a santos"(Ef 5:3).
A santificação é um processo, sendo um processo, continua por toda a vida. Quando o crente é totalmente dedicado a Deus, o progresso na santificação fica assegurado. Então o Espírito Santo matará os atos do corpo (Rm 8:13), obrará nele a obediência à Palavra(IPe 1:22), produzirá o fruto do Espírito (Gl 5:22-23), e usá-lo-á na obra de Deus.
Devemos observar com bastante atenção quanto ao termo "perfeição". Em Gn 6:9, lemos que "Noé" era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos". A palavra hebraica usada significa ser "completo, sem mácula, idôneo, ileso, perfeito". Sabemos que Noé não era imaculadamente perfeito pela evidência de sua vergonhosa bebedeira, descrita em Gn 9:20-27. Diz-se de jó que era homem "íntegro e reto, temente a Deus, e que se desviava do mal"(Jó 1:1). Não obstante, a história revela o fato de que ele era ainda imperfeito em alguns aspectos. No capítulo 42:6, ele declara que teve uma visão mais plena de Deus, abomina a si próprio e se arrepende no pó e na cinza.
Em IJo 3:8-9, lemos que: "Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque vive pecando desde o princípio...
Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado... porque é nascido de Deus: O significado para os versículos é: aquele que peca babitualmente procede do diabo; aquele que procede de Deus não vive pecando.
Somos exortados para não pecar; mas se o fizermos, temos um remédio (IJo 2:1-2). João diz ainda que, se andarmos na luz, "o sangue de Jesus, Seu filho, nos purifica de todo pecado". Diz-nos também que se "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". E "se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós"(IJo 1:709). Seguramente, quando todas essas declarações forem pesadas, temos que concluir que Joçao não ensina perfeição imaculada.
"Aquele que não vence continuamente o mundo não é nascido de Deus. Ao dizer isto, não tenho a intenção de afirmar que o cristão verdadeiro não seja, por vezes, subjugado pelo pecado, mas afirmo que venceu o mundo é a regra geral, e cair em pecado apenas a exceção"(Chris G. Finny).
Quanto à santificação Completa e Final esperamos o aparecimento de Cristo. Não importa Quanto tivermos progredidos na vida de santidade, completa conformidade com Cristo só então será obtida, quando "vier o que é perfeito" e "o que é em parte será aniquilado"(ICo 13:10).
Nossa salvação da presença do pecado terá lugar quanto virmos o Senhor, ou na morte (Hb12:23) ou
quando eles voltar (IJo 3:2; Hb 9:28; ITs 3:13). Será impossível pecar depois que isso acontecer (cf. Ap 2:7;22:11). O corpo do crente será então glorificado (Fp 3;20-21; Rm 8:23-24) e se tornará o instrumento perfeito de obediência a Deus.
Meios Divinos de Santificação
Os meios divinamente estabelecidos de santificação: o sangue de Cristo, o Espírito Santo e a Palavra de Deus.
O primeiro proporciona, primeiramente, a santificação absoluta, quanto à posição perante a Deus. É uma obra consunada que concede ao pecador penitente uma posição perfeita em relação a Deus.
O segundo meio é interno, efetuando a transformação da natureza do crente.
O terceiro meio é externo e prático, e diz respeito ao comportamento do crente.
a)O sangue de Cristo - eterno, absoluto e posicional (Hb 13:12;10:10,14; IJo 1:7).
Em que sentido seria a pessoa santificada pelo sangue de Cristo? Em resultado da obra consumada
de Cristo, o pecador penitente é transformado de pecador impuro em adorador santo. A santificação é o
resultado dessa "maravilhosa" obra redentora do Filho de Deus, ao oferecer-se no Calvário para aniquilar o pecado pelo sacrifício. Em virtude desse sacrifício, o crente é eternamente separado para
Deus; sua consciência é purificada, e ele próprio é transformado de pecador impuro, em santo adora-dor, unido em comunhão com o Senhor Jesus Cristo; pois, "assim que o santifica", como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos"(Hb 2:11).
Que haja um aspecto contínuo na santificação pelo sangue, infere-se de I Jo 1:7: "O sangue de Jesus
Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado". Se houver comunhão entre o Santo de Deus e o homem,
necessariamente terá que haver uma provisão para remover a barreira do pecado, que impede essa co-munhão, uma ves que os melhores homens ainda assim são imperfeitos. Ao receber Isaías a visão da santidade de Deus, ele ficou abatido ao receber a sua falta de santidade; e não estava em condições de
ouvir a mensagem divina enquanto a brasa do altar não purificasse seus lábios. A consciência do peca-
do ofusca a comunhão com Deus; confissão e fé no eterno sacrifício de Cristo removem essa barreira.
(I Jo 1:9).
b)O Espírito Santo - santificação eterna (ICo 6:11; 2Ts 2:12; IPe 1:1; Rm 15:16.
nessas passagens a santificação pelo Espírito Santo é apresentada como o início da obra de Deus
nos corações dos homens, conduzindo-os ao inteiro conhecimento da justificação pela fé no sangue aspergido de Cristo. Tal qual o Espírito pairava por cima do caos original (Gn 1:2), seguindo-se o es-
tabelecimento da ordem pelo verbo de Deus, assim o Espírito paira sobre a alma humana, fazendo-a abrir-se para receber a luz e a vida de Deus(2Co 4:6).
Atos 10 mostra uma ilustração concreta da santificação pelo Espírito Santo.
Muitos cristãos-judeus consideravam os gentios como "imundos", e não-santificados. Exigia-se uma visão para convencer a Pedro que aquilo que o Senhor purifica ele não devia tratar de comum ou impuro. Isso queria dizer que Deus fizera previsão para a santificação dos gentios para serem o seu povo. E quando o Espírito de Deus desceu sobre os gentios, reunidos na casa de Cornélio já não havia
mais dúvidas a respeito. Eram santificados pelo Espírito Santo, não importando se obedeciam ou não
às ordens mosaicas (RM 15:16).
c)A Palavra de Deus - santificação externa e prática(Jo 17:17); Ef 5:26; Jo 15:3; Sl 119:9; Tg 1:23-
25).
Os cristãos são descritos como sendo "gerados pela Palavra de Deus"(IPd 1:23). A Palavra de Deus desperta os homens a compreenderem a insensatez e impiedade de suas vidas. Quando dão importância à Palavra arrependendo-se e crendo em Cristo, são purificados pela Palavra que lhes fora dada. Esse é
o início da purificação que deve continuar através da vida do crente.
No ato de sua consagração ao ministério, o sacerdote israelita recebia um banho sacerdotal comple-to, banho que nunca se repetia; era uma obra feita uma vez para sempre. Todos os dias porém, era obrigado a lavar as mãos e os pés. Da mesma maneira, o regenerado foi lavado(Tt 3:5), mas precisa uma separação diária das impurezas e imperfeições conforme lhe foram reveladas pela Palavra de Deus, que serve como espelho para a alma(Tg 1:22-25). Deve lavar as mãos, isto é, seus atos devem
ser retos; deve lavar os pés, isto é, guardar-se da imundície que tão facilmente se apega aos pés do peregrino, que anda pelas estradas deste mundo.
A adoção é o último ponto a considerar sobre a salvação. Vejamos, senão, mais alguns pontos.
A pessoa regenerada tem uma união vital com Cristo. Os resultados desta união são a imputação de nossos pecados a Ele e de sua justiça a nós, e todos os benefícios legais que essa troca envolve.
A união do crente com Cristo é de diversas maneiras:
a) a união entre o edifício e seu fundamento - Ef 2:20-22; Cl 2:7; IPe 2:4,5.
b) a união entre marido e mulher - Rm 7:4; Ef 5:31-32; Ap 19:7-9.
c) a união entre a videira e seus ramos - jo 15:5; Rm 6:5.
d) a união entre a cabeça e o corpo - ICo 6:15,19; 12:12; Ef 1:22-23; 4:15-16.
e) a união entre adão e seus descendentes - Rm 5:12,21; ICo 15:22,49.
Existem muitas muitas declaraçõs sobre este fato. É dito que o crente está "em Cristo". Jesus disse
que os crentes estão "Nele"(Jo 14:25), e nas Epístolas Paulinas lemos que eles estão "em Cristo"(Rm 6:11; 8:1; 2Co 5:17; Ef 1:4; 2:13; Cl 2:8-15). É dito também que Cristo está no crente(Jo 14:20; Rm 8:10; Gl 2:20; Cl 1:27.
O próprio Jesus declara que tanto Ele quanto o Pai habitam no crente (Jo 14:23). O crente é um es-
pírito com o Senhor(Ico 6:17).
Esta união se completa quando a vida de Cristo e´a vida do crente. "Ora, vós sois corpo de Cristo,
individualmente, membro desse corpo"(ICo 12:27).
(Pearlman, Myer - Conhecendo as doutrinas da Bíblia, Ed. Betânia s/a, ed. 21ª, Belo Horizonte, 1994; thiessen, Henry Clarence - Palestras em Teologia Sistemática, Ed. Batista Regular do Brasil,
São Paulo, 1994; Bíblia Sagrada).
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